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Quarta-feira, Dezembro 1, 2021

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Alcanena | Um piquenique comunitário em Minde e música de Surma marcam último dia do Materiais Diversos

Termina este domingo a 11ª edição do Festival Materiais Diversos, que uma vez mais promoveu o encontro entre diferentes públicos em torno das Artes Performativas, questionando a atualidade e promovendo simultaneamente a participação cultural como condição de cidadania.

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Hoje é possível ver ainda a instalação audiovisual “Subterrâneo” – criação de Bruno Caracol, e que representa um estudo sobre o conto Fragment d’histoire future, de Gabriel Tarde, sobre uma civilização que se refugia de um apocalipse climático no interior da terra, contrastando-o com a história da espeleologia e bio-espeleologia da Serra d’Aire. É visitável na Fábrica de Cultura de Minde das 15h às 20h, e com a instalação realiza-se também uma visita ao Polje de Mira-Minde.

Bruno Caracol

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A ideia de trabalhar um texto que fala de um tempo pós-apocalíptico procura levar-nos a refletir sobre a situação que vivemos. Como explica Bruno Caracol, “há uma sensação geral de estarmos numa encruzilhada, de que os problemas com que nos deparamos ultrapassaram as formas de gestão da crise construídas nos últimos séculos. Há vivências apocalípticas várias a conviver com o nosso mundo relativamente ordenado, pode-se dizer mesmo que fazem parte da sua ordem”. Com “Subterrâneo” o artista convoca-nos a pensar nos “outros mundos que poderiam crescer nas ruínas deste”.

A partir das 16h00 inicia-se também em Minde um piquenique comunitário, aberto a quem se quiser juntar. O dia cinzento obrigou a trocar o ar livre por um espaço fechado. Realiza-se no Espaço Jazz, onde também se pode ver entre as 15h00 e as 21h00 “O Tempo das Cerejas”, com uma série de textos e áudios que expressam as opiniões e os pontos de vista de diversos artistas e pensadores, gravitando maioritariamente em torno da experiência da pandemia de covid-19, do confinamento e do “novo normal”.

O universo de Surma, que explora ambientes sonoros e fronteiras entre géneros musicais, marcará o tom da despedida deste Festival na vila de Minde, no Cine-Teatro Rogério Venâncio. A entrada é livre (lotação limitada) mediante donativo a favor do coro Charales Chorus (CAORG).

O seu disco de estreia “Antwerpen” foi considerado um dos melhores discos nacionais de 2017 e o single “Hemma” foi nomeado para melhor canção nos prémios SPA Autores 2017. Este domingo, quando o sol começar a por-se, o som de Surma ergue-se marcando a despedida desta edição do Festival Materiais Diversos. Para o ano, espera-se, haverá mais.

Sou diretora do jornal mediotejo.net e da revista Ponto, e diretora editorial da Médio Tejo Edições / Origami Livros. Sou jornalista profissional desde 1995 e tenho a felicidade de ter corrido mundo a fazer o que mais gosto, testemunhando momentos cruciais da história mundial. Fui grande-repórter da revista Visão e algumas da reportagens que escrevi foram premiadas a nível nacional e internacional. Mas a maior recompensa desta profissão será sempre a promessa contida em cada texto: a possibilidade de questionar, inquietar, surpreender, emocionar e, quem sabe, fazer a diferença. Cresci no Tramagal, terra onde aprendi as primeiras letras e os valores da fraternidade e da liberdade. Mantenho-me apaixonada pelo processo de descoberta, investigação e escrita de uma boa história. Gosto de plantar árvores e flores, sou mãe a dobrar e escrevi quatro livros.

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