Alcanena | Três casos de legionella controlados e possível fonte desinfetada

Três casos de infeção por legionella em Alcanena estão controlados. FOTO: D.R.

Na última semana de outubro surgiram três casos de pneumonia por legionella em cidadãos de Alcanena. Os serviços de saúde receberam um alerta do Hospital de Zamora (Espanha), seguidos de mais dois alertas, no Hospital de Torres Novas e no Hospital de Leiria. Feito o cruzamento dos dados, foi identificada a origem em Alcanena e desinfetada a possível fonte, que aguarda apenas por uma última análise para confirmação oficial.

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A legionella é, no geral, um grupo de bactérias. Uma dessas bactérias é a legionella pneumophila, que causa uma infeção que ficou conhecida como doença dos legionários, com resultado em pneumonia e possível morte do doente. A contaminação dá-se por inalação de vapor, gotículas de água ou neblina contaminada com legionella, por meio de chuveiros, humidificadores, torres de arrefecimento de sistemas de condicionamento de ar, piscinas, jacuzzis ou seja, onde existam fontes de água doce e libertação de aerossóis.

Historicamente a legionella está associada a uma convenção da American Legion num hotel em Filadélfia (EUA), em 1976, onde morreram 34 participantes e 221 ficaram doentes com pneumonia. O circulo dos hotéis é por isso onde se faz mais controlo sobre esta bactéria.

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Neste caso o médico Rui Calado, delegado de saúde do Médio Tejo, preferiu não adiantar qual a possível origem da bactéria, explicando tratarem-se de privados que não têm culpa sobre o aparecimento da legionella. Sublinhou, porém, que após o cruzamento de todos os dados e a identificação das possíveis fontes, dois pequenos reservatórios, foram feitas as análises e seguinte desinfeção desses locais. “Julgo que o risco desapareceu”, comentou ao mediotejo.net.

Das quatro análises realizadas às bactérias detetadas, “duas foram negativas e duas positivas”. Para confirmar a origem da legionella resta fazer um último estudo comparativo, para perceber se a estirpe de legionella encontrada na natureza é a mesma que foi detetada nos três doentes, explicou o médico.

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O caso de Vila Franca de Xira ainda está na memória e Rui Calado admite que o tema preocupe as pessoas, mas sublinhou que o sistema médico internacional de controlo funcionou e foram seguidos os protocolos de intervenção. Recebido o primeiro alerta de Espanha e os seguintes em Portugal “fomos à procura, entrevistámos pessoas, falámos com médicos e fizemos a pesquisa ambiental”, conseguindo-se fazer o cruzamento dos três casos de pessoas de Alcanena infetadas.

Os doentes que acorreram a Zamora e Torres Novas já tiveram alta hospitalar, o caso de Leiria permanece internado. Rui Calado salientou também que, para despiste, foi verificada a água de abastecimento público, que se encontra com qualidade e sem qualquer contaminação.

“Os serviços estão preparados para fazer frente à situação”, garantiu o delegado de saúde.

 

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