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Sexta-feira, Janeiro 21, 2022
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Alcanena tem que se “alindar” e mostrar que “não é só curtumes”, recomenda plano

Alcanena tem que se “alindar” e trabalhar no “reequilíbrio” da sua imagem, dando a conhecer que “não é só curtumes” e que possui valores ambientais únicos, recomenda o plano estratégico para o concelho apresentado sexta-feira à noite.

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Elaborado pela Augusto Mateus Associados a pedido da Câmara Municipal de Alcanena, o plano, projetado para o período até 2025, sublinha a dimensão produtiva do concelho “muito vincada” em dois setores, o couro – que o estudo considera necessitar de “aprofundamento” ligando-se a outros setores de atividade, aumentando a sua cadeia de valor, e integrando a economia circular – e o têxtil (a precisar ser “revitalizado”).

Assentando na “valorização de três grandes dimensões – as pessoas, as empresas e os recursos naturais” -, o plano recomenda a aposta na regeneração urbana, criando no território as condições para atrair e fixar pessoas, dando-lhes qualidade de vida e um ambiente urbano com oferta diversificada assente nos produtos locais, acrescentando-lhes valor.

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Por outro lado, aponta a riqueza natural do concelho, que integra o Parque Natural das Serras d’Aire e Candeeiros e possui a nascente do Alviela, onde se situa um Centro de Ciência Viva que narra a história do maciço calcário estremenho, como potencial para nichos de turismo e atratividade para a fixação de residentes.

Augusto Mateus, que há vários anos trabalha o planeamento estratégico no território do Médio Tejo, considerou “absolutamente essencial” o “embelezamento” da vila de Alcanena, apontou o “potencial de valorização muitíssimo elevado” da componente ecológica do concelho e aconselhou as empresas de curtumes a serem “mais ousadas”.

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Recomendou aos empresários que tenham em atenção os elementos “não materiais” que levam as pessoas a adquirirem determinados bens, a “não ficarem presos à economia do século XX” e, feito o esforço de reabilitação ambiental dos últimos anos, aceitarem o “desafio de um novo programa ambiental”, que permita a utilização dos resíduos como matéria-prima e ajude Portugal a cumprir as metas de reciclagem impostas pela União Europeia.

O economista aconselhou o concelho a “valorizar os trunfos do território”, pegando nas “duas pontas” – a da educação (com um trabalho de mérito já desenvolvido) e a do envelhecimento (com uma rede social “interessante”) – e apostando na especialização económica com a introdução de novos serviços, reforço da investigação, ligação à moda e ao valor imaterial dos bens produzidos, e valorização das componentes ambiental e urbana.

Agência de Notícias de Portugal

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