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Segunda-feira, Janeiro 24, 2022
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Alcanena | ‘Revista Oito’ surge em 2022 com objetivo de preservar a memória local

O jornalista de Alcanena, Ricardo Rodrigues, está a desenvolver um projeto de jornalismo local, que pretende devolver o formato a um concelho que há vários anos deixou de ter projetos desta natureza, sendo a informação transmitida apenas por meios regionais. A “Revista Oito” pretende ser um projeto anual, com lançamento previsto para dezembro de 2022, com reportagens sobre o concelho e freguesias limítrofes, por fim a deixar uma memória sobre o território e as suas gentes. 

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Conhecido dos movimentos ambientalistas, Ricardo Rodrigues é o rosto de um novo projeto jornalístico que quer nascer no concelho de Alcanena. Com o objetivo de “valorizar a memória, as gentes, as tradições e a cultura do concelho de Alcanena e freguesias vizinhas”, a “Revista Oito” pretende devolver ao território um órgão de comunicação eminentemente local.

Os eventuais lucros “serão distribuídos por associações sem fins lucrativos, ainda a designar, dos territórios envolventes”, refere a nota de imprensa sobre o projeto.

Projeto de Ricardo Rodrigues só será publicado dentro de um ano Foto: Revista Oito
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Em declarações ao mediotejo.net, Ricardo Rodrigues adianta que “a ideia da revista está a ser maturada há muito tempo”. “Tudo começou em 2015, pois não havendo um meio de comunicação do concelho de Alcanena desde a extinção do jornal “O Alviela”, pensei que seria importante criar algo”, recorda.

O jornalista percebeu porém que era “impossível fazer uma publicação regular”. “Não há volume informativo em Alcanena que o justifique”, constata, além de que “os custos seriam incomportáveis sem alguém a patrocinar o projeto”.

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Surgiu assim a ideia de fazer uma publicação mais espaçada no tempo, “mas que leve os alcanenenses a gostar de Alcanena”. “Aos poucos fui também moldando essa ideia de que não faz sentido parar em Alcanena. Partilhamos com várias freguesias vizinhas territórios, costumes e hábitos de vida e faz todo o sentido integrá-las no projeto”.

O projeto estava para ser lançado em 2020, “mas com a pandemia vi-me obrigado a adiar. Decidi que agora seria uma boa altura para o fazer”, adianta.

Ricardo tem estado a reunir-se com as juntas e uniões de freguesias, por fim a financiar o projeto, admitindo que ainda deverá recorrer à autarquia e ao tecido empresarial. A revista seguirá o estilo de reportagem em todas as antigas freguesias, incluindo crónicas, perfis e entrevistas, devendo atingir a centena de páginas.

“Há aqui um objetivo claro de valorizar estes territórios, que têm sido decretados ao abandono, e criar aos poucos memórias sobre esses territórios, memórias essas que têm tendência a perder-se”, refere.

“É como se anualmente se escrevesse um livro sobre estes territórios, e fica para a posteridade. A ideia passa muito por aí: valorizar e oferecer algo à terra. Fica como um registo que poderá sempre ser consultado no futuro”, conclui.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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