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Sábado, Julho 24, 2021

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Trincanela

Alcanena: Proposta de Cabaz “Bebé Feliz” considerada “absurda” por Rui Anastácio

O executivo de Alcanena aprovou esta segunda-feira, dia 21, por maioria a implementação da atribuição de cabazes a recém-nascidos, com bens essenciais aos primeiros meses de vida. Esta iniciativa, intitulada “Bebé Feliz”, foi considerada “absurda” pelo vereador do PSD, Rui Anastácio, por considerar tratar-se mais de campanha política em véspera de Natal que de políticas concretas de apoio à natalidade. A troca de palavras trouxe pontos de vista antagónicos ao debate, acabando o vereador Artur Rodrigues (independente) por também abster-se na votação.

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São cabazes com produtos essenciais a um recém-nascido, que podem atingir o valor de 500 euros. Segundo a informação disponibilizada pela presidente da Câmara, Fernanda Asseiceira, serão distribuídos mediante inscrição, tendo o utente que ser residente no concelho de Alcanena. Uma medida de apoio à natalidade, sublinhou, que não é original no país. Congratulo-me com o nascimento de todas as crianças independentemente do seu agregado familiar. É uma prenda do município pelo nascimento de um bebé”, defendeu a autarca.

A argumentação não convenceu Rui Anastácio, que defendeu que a medida tende a privilegiar famílias que não precisam, como acontece noutros apoios. “Esses 500 euros, que parece uma coisa muito simpática, são pagos por dinheiro de todos nós”, afirmou, referindo que a proposta era desajustada e não defendia a igualdade, mas a desigualdade.

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Fernanda Asseiceira argumentou que estes cabazes para bebés nada têm a ver com os que estão a ser distribuídos a famílias carenciadas do município neste Natal e que para os receberem os futuros pais têm que se candidatar. O vereador Hugo Santarém (PS) comentou ainda o seu caso pessoal, referindo que 500 euros é um valor “simbólico” face às necessidades de um bebé. Ainda assim Rui Anastácio defendeu que fazia mais sentido oferecer 5 a 10 mil euros a uma família carenciada.

Neste ponto, Fernanda Asseiceira manifestou-se contra dar ofertas em dinheiro, sublinhando que os abonos de família são questões do Governo central. Defendeu assim que existem famílias com problemas, mas que não quer assumir a responsabilidade de nascerem crianças pelo facto de o município dar quantias avultadas de apoio. “Por princípio sou contra”, rematou.

O ponto foi aprovado por maioria. O mediotejo.net procurou ter acesso ao regulamento, mas não foi possível consultá-lo esta segunda-feira, dia 21.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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