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Alcanena: Prevenção precoce e novas escolas no combate ao insucesso escolar

Um investimento total orçado em 2.401.038,88 euros num Centro Escolar, cuja candidatura a apoios comunitários segue em outubro, é a grande aposta do município de Alcanena no sector da educação no Pacto para o Desenvolvimento e Coesão Territorial da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo. Mas o município vai ainda avançar com um conjunto de iniciativas englobadas num Plano de Combate ao Insucesso e Abandono Escolar. O objetivo é a “prevenção”, com uma aproximação às famílias, a sensibilização dos professores ou, eventualmente, um reforço da comunicação com os serviços de saúde.

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O mediotejo.net falou com a presidente da Câmara de Alcanena, Fernanda Asseiceira, procurando saber que medidas estão a ser equacionadas no âmbito deste Plano de combate ao insucesso e abandono escolar, referidas em comunicado municipal aquando do arranque do ano letivo. A autarca explicou que tal plano está integrado no Portugal 2020, existindo “um projeto claro de promoção de medidas de combate ao abandono escolar e promoção do sucesso escolar. São medidas e são ações que são transversais neste caso em concreto a todos os municípios da comunidade intermunicipal e mesmo a nível nacional”, salientou, e que estão a ser desenvolvidas pelo Professor David Justino da Universidade Nova de Lisboa e a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT).

A cada município cabe organizar um projeto educativo, documento que está relacionado com a Carta Educativa, a qual Alcanena reviu recentemente e já foi enviada à Direção-Geral de Estabelecimentos Escolares (DGEstE), para apreciação e homologação. A Carta Educativa, aprovada na reunião de executivo de 18 de julho, é uma visão sócio-económica do concelho, que ajuda a perspetivar as suas necessidades.

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Segundo os dados do município, Alcanena possui atualmente 24 escolas da rede pública (11 do pré-escolar, 10 no 1º ciclo e uma para os restantes graus de ensino, até ao secundário), num total de 1555 alunos, incluindo o ensino profissional e vocacional. O número de escolas foi reduzido com o encerramento de alguns estabelecimentos de ensino, há uma diminuição gradual do número de alunos e muitos procuram noutros concelhos oferta profissional inexistente em Alcanena.

Surge assim o novo Centro Escolar de Alcanena, que vai situar-se junto às instalações da Escola do 2º CEB de Alcanena e tem um valor estimado de 2,4 milhões de euros. “Também é com o objetivo de obter melhores condições para promover o sucesso”, salientou Fernanda Asseiceira, uma vez que as crianças e jovens vão ter acesso a novos e modernos equipamentos, como laboratórios, biblioteca, sem esquecer a importância do refeitório. A próprio Escola do 2º CEB de Alcanena também sofrerá algumas obras de beneficiação dentro do mesmo projeto.

O concurso público e adjudicação da obra devem ocorrer durante o 1.º semestre de 2017. Já as obras serão entre 2017 e 2018, refere a informação municipal.  Pretende-se assim “valorizar as condições de aprendizagem dos alunos”, continuou Fernanda Asseiceira. Numa fase posterior avançar-se-á para o projeto do Centro Escolar de Minde.

O município vai ainda elaborar um projeto educativo em conjunto com o agrupamento de escolas, cujo objetivo “é procurarmos de alguma forma integrar num documento estruturante” elementos que promovam o sucesso escolar e “uma marca de qualidade do desempenho escolar e da educação no concelho de Alcanena”. As iniciativas mencionadas pela autarca estão interligadas a “questões de natureza social”.

Uma delas já é prática desde o seu primeiro mandato, num trabalho desenvolvido também com a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens, que é “a sinalização o mais cedo possível de famílias com carências sócio-económicos”, por forma a que estas crianças possam ser acompanhadas de imediato, evitando um posterior abandono dos estudos. “Apercebemo-nos que fazia-se tardiamente”, comentou, em alturas em que os jovens já começavam a manifestar comportamentos de risco.

O projeto educativo municipal contempla também as várias iniciativas que já são promovidas através do CLDS 3G de Alcanena, como as ações de aproximação às famílias. A 13 de setembro, por exemplo, realizou-se uma sessão para pais com o tema  “Como comunicar com as crianças – competências comunicacionais na família”, que reuniu uma dezena de encarregados de educação.

“Entendemos que o combate ao abandono se faz na prevenção social”, comentou Fernanda Asseiceira. Outra componente para combater o insucesso escolar está na “ligação ao meio artístico” de muitos destes jovens, nomeadamente através das atividades do Centro de Artes e Oficíos Roque Gameiro (CAORG), enumerou.

Fernanda Asseiceira apontou assim as novas instalações/equipamentos, o reforço de ações concretas de educação e o planeamento de novos projetos educativos como as grandes medidas de combate ao abandono e insucesso escolar.

“O alerta tem que ser feito o mais cedo possível”, defendeu, comentando que uma solução seria “reforçar” a comunicação com os serviços de saúde, que são os primeiros a terem um contacto mais próximo com as crianças. “Se promovermos a melhoria das condições de vida é uma excelente forma de combater o abandono escolar”, concluiu.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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