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Domingo, Junho 13, 2021

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Alcanena | Presidente desiludida com estagnação do projeto da Colónia Balnear da Nazaré

No início da reunião camarária de segunda-feira, 3 de abril, a presidente da Câmara Municipal de Alcanena mostrou a sua desilusão com a estagnação do projeto de recuperação da Colónia Balnear da Nazaré. Conforme refletiu, o edifício vai chegar ao final do mandato em pior estado que no início. 

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Fernanda Asseiceira fez uma breve reflexão sobre a sua surpresa por o projeto de recuperação do edifício para fins sociais continuar por avançar, não percebendo porque não se desenvolvem mais as decisões da assembleia geral da Associação de Municípios de Vale do Tejo, que tem a propriedade da estrutura.

Foram dados alguns passos, sobretudo de cariz burocrático, enumerou, mas o edifício continua a degradar-se, sem plano delineado para a sua requalificação.

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Terminou a sua intervenção constatando que a Colónia encontra-se em pior estado do que quando iniciou o seu mandato, uma vez que está a degradar-se enquanto tardam as decisões no terreno. 

A últimas notícias sobre a Colónia Balnear da Nazaré datam de março de 2020, quando, perante a ameaça de tomada de posse administrativa do edifício pela Câmara da Nazaré, a Associação de Municípios do Vale do Tejo avançou com algumas obras de reabilitação.

O edifício foi entaipado para evitar o perigo de intrusão, procedeu-se à limpeza de caleiras, reparou-se o telhado numa zona que tinha sido alvo de atos de vandalismo, foi feita alguma pintura. O grupo de municípios decidiu também abandonar os projetos mais ambiciosos e recuperar o edifício unicamente para a sua velha função de colónia balnear.

A Colónia, situada numa zona nobre da Nazaré (distrito de Leiria), ocupa uma larga fatia de terreno, com uma vista privilegiada sobre o mar, sendo que o município nazareno já manifestou por diversas vezes o seu interesse no património.

O crescimento turístico do concelho, assim como a necessidade de mais estacionamento, estão entre os motivos, mas também o facto da estrutura estar vazia há mais de uma década, já ter sido alvo de vários assaltos e a atrair a ocupação clandestina. Em suma, é um monstro arquitetónico do Estado Novo a degradar-se no coração da vila. 

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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