Alcanena | Presidente aponta dedo a industriais de curtumes em nova onda de maus cheiros

A nova onda de maus cheiros que afetou nas últimas semanas Alcanena terá tido origem numa descarga na zona de Monsanto que causou posteriormente desequilíbrios no oxigénio na ETAR de Alcanena. Na reunião de executivo de segunda-feira, 20 de julho, a presidente Fernanda Asseiceira (PS) comentou que não se pode atirar tudo para a rede de coletores e que as empresas de curtumes registam ainda muitas carências ao nível do tratamento de determinados químicos e de gorduras.

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Depois de um fim de semana agitado ao nível de queixas nas redes sociais, o tema era inevitável na reunião do executivo municipal. O vereador dos Cidadãos por Alcanena, Gabriel de Oliveira Feitor, constatou que “existem variáveis que não controlamos” e questionou se a fiscalizou tinha apurado quem fora o prevaricador cuja descarga despoletara o mau cheiro.

Na sua resposta, Fernanda Asseiceira começou por lamentar a situação e a preocupação do município com o tema. A “rede de coletores existe, mas não é para deitar para lá tudo”, comentou a presidente, referindo que entrou algo na rede em Monsanto que causou os problemas de oxigénio a ETAR.

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No mesmo raciocínio, a autarca constatou que cerca de metade das indústrias de curtumes do concelho carecem de medidas de tratamentos de determinados químicos, registando-se também problemas no tratamento de gorduras. “Estamos perante uma clara utilização indevida pelos industriais”, afirmou Fernanda Asseiceira.

“Os industriais de uma vez por todas têm que dar um fim adequados aos seus resíduos”, referiu, comentando que muitos destes têm que ser transformados em subprodutos.

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Fernanda Asseiceira criticou também o facto da culpa sobre os maus cheiros ser-lhe sempre apontada, quando a presidente tem procurado ser transparente e manter o diálogo com todas as entidades. Lembraria, inclusive, que teve que fazer frente aos industriais de curtumes aquando da criação da empresa municipal de água e saneamento AQUANENA, que agora está responsável pela fiscalização.

O movimento SOS Alcanena convocou uma manifestação para sexta-feira para a população mostrar a sua indignação pela persistência de episódios de poluição atmosférica no concelho e o desagrado por, apesar de “todos os discursos, tudo continuar na mesma”.

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