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Alcanena | Oposição alerta para aumento de água e saneamento em ano de pandemia

O executivo municipal de Alcanena aprovou esta semana em reunião de executivo, com voto contra da oposição, a revisão do tarifário de resíduos urbanos para 2021. Numa declaração lida por Maria João Rodolfo, dos Cidadãos por Alcanena, foi evidenciado um aumento geral nas taxas fixas e variáveis que vão conduzir a aumentos significativos no preço da água e do saneamento para o consumidor final. Hugo Santarém (PS) criticou, no entanto, a leitura simplista dos dados.

A revisão das taxas deve-se à recomendação da ERSAR – Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Saneamento para que os tarifários evoluam “no sentido de promover a cobertura de gastos”, desde que não se comprometa a acessibilidade económica do serviço.

A percentagem de cobertura passou de 90% para 80%, segundo os dados disponibilizados pelos Cidadãos por Alcanena, mas as tarifas aumentam entre 8% a 24%.

“O consumidor do Município de Alcanena vai ver brutalmente aumentada a sua fatura do consumo de água com o aumento da taxa fixa, taxa variável, taxa de resíduos, taxa de saneamento, IVA, fora outras taxas que não estão descriminadas na fatura”, frisou Maria João Rodolfo.

A oposição acabaria por votar contra, considerando que o executivo socialista está a ir pelo caminho “mais fácil” numa conjuntura social e económica difícil. “Mais uma vez o poder político demite-se de se implicar com políticas eficazes para a promoção da redução da produção de resíduos, vai-se mais uma vez pelo caminho mais fácil, mais indiscriminado e sobretudo aquele que nada resolve “pagar para poluir”, em vez de criar valor e incentivos para reduzir a produção de resíduos”, referiu.

“A água é um bem essencial, não uma fonte de financiamento do estado e da RSTJ”, concluiu.

A posição mereceu fortes críticas do vereador Hugo Santarém (PS), que não concordou com a perspetiva, frisando o papel de quem está a gerir e que têm que ser cumpridas as indicações da entidade reguladora, nomeadamente para aceder a fundos europeus.

“Ninguém está a aprovar aumentos com um sorriso”, frisou, constatando os múltiplos problemas implicados e que conduziram a esta decisão.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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