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Quinta-feira, Outubro 21, 2021

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Alcanena | Nova descarga nos Olhos de Água reforça suspeita sobre lagares de azeite

Durante a tarde de sexta-feira, 15 de dezembro, a Câmara de Alcanena foi alertada para uma nova descarga poluente na nascente do Alviela, na praia fluvial dos Olhos de Água. A autarquia já contactou os serviços ambientais da GNR (SEPNA) e a presidente da Câmara, Fernanda Asseiceira disse ao mediotejo.net ter intenção de avançar com uma ação conjunta com os municípios de Santarém e Porto de Mós para identificar os poluidores. A suspeita recai sobre os lagares de azeite.

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Quem compareceu ao aniversário do Centro de Ciência Viva do Alviela na noite de 15 de dezembro deparou-se com um cheiro fétido e espuma na nascente do Alviela, no que se evidenciou como mais um episódio de poluição. Segundo avança o jornal O Ribatejo, “as águas do rio, na zona da praia fluvial, apresentavam-se cobertas de espuma e sentia-se no ar um cheiro semelhante ao que se sente quando se entra num lagar”.

A situação foi lamentada, refere o periódico, pela presidente Fernanda Asseiceira durante a cerimónia festiva, salientando-se a suspeita que esta carga poluente seja proveniente de lagares de azeite que tenham enviado os seus efluentes para dentro de algares, surgindo assim na nascente por meio da encosta do maciço calcário estremenho. Um episódio que faz recordar o histórico de poluição, que parecia esquecido, em toda esta região.

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Fernanda Asseiceira confirmou a situação ao mediotejo.net na manhã deste sábado, 16 de dezembro, adiantando que o município teve conhecimento da situação durante a tarde de sexta-feira, tendo sido atividados os serviços ambientais. Após uma visita às ETARs das redondezas, verificou-se que a poluição provinha efetivamente dos algares. “É um crime ambiental gravíssimo”, frisou a presidente, avançando que o SEPNA de Torres Novas foi contacto, comprometendo-se a uma ação intermunicipal, abrangendo os concelhos de Santarém e Porto de Mós.

Sendo a proveniência dos algares, estamos a falar de um território muito mais abrangente que o concelho de Alcanena, o que exige um esforço coletivo para resolução do problema. “Na nascente do rio não há dúvidas”, constatou a presidente, o cheiro evidencia tratar-se de descarga de lagar de azeite. Por tal, Fernanda Asseiceira já falou com a Câmara de Santarém e pretende fazer o mesmo com o município de Porto de Mós, para que se faça uma fiscalização aos lagares.

O objetivo é reunir em janeiro com estes municípios e pensar em medidas, que podem passar pela ação punitiva. “É pena”, lamentou a autarca, mas parece que as tentativas de diálogo e sensibilização não estão a resultar.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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