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Domingo, Setembro 19, 2021

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Alcanena | Museu do Curtume passa a designar-se Museu da Arte e da Indústria do Couro (c/áudio)

O executivo municipal de Alcanena aprovou na reunião de segunda-feira, 6 de setembro, a linhas orientadoras do projeto e proposta para a designação do Museu do Curtume como Museu da Arte e da Indústria do Couro. Na reta final do seu último mandato, a presidente Fernanda Asseiceira (PS) deixa concluída a estrutura base deste projeto, que não conseguiu avançar durante vários anos devido à ausência de recursos humanos e de financiamento.

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ÁUDIO | Fernanda Asseiceira, presidente da CM Alcanena

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O edifício do Museu do Curtume está concluído desde 2008, em resultado da requalificação de 1,7 milhões, com fundos europeus, de um edifício histórico de Alcanena, mas nunca chegou a abrir ao público na sua essência de núcleo museológico. Em 2019 decorreu no espaço a ExpoPele, com conferências várias e um desfile de moda, mas a estrutura tem permanecido longe da sua finalidade inicial e foi fonte de polémicas recorrentes na última década, dado as várias promessas de que estaria para breve a conclusão do projeto. 

Na reunião de segunda-feira, o executivo aprovou por unanimidade as linhas orientadoras daquele que vai passar a chamar-se Museu da Arte e da Indústria do Couro que, neste momento, já possui uma equipa dedicada ao projeto e à elaboração de atividades, assim como em procurar fundos que possam auxiliar a conclusão do mesmo. 

Em declarações ao mediotejo.net, Fernanda Asseiceira lembrou o histórico do Museu do Curtume, explicando que uma candidatura inicial para investimento na estrutura acabou por ser anulada porque o município já tinha atingindo o limite de apoios concedidos através da ADIRN – Associação de Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Norte. “Evoluímos na altura com o que entendemos que era importante fazer”, explicou, nomeadamente em criar as “bases” do equipamento, onde se inseriu uma parceria criada com o Instituto Politécnico de Tomar, com o apoio da Associação Portuguesa dos Industriais de Curtumes (APIC) e com o Centro Tecnológico das Indústrias do Couro (CTIC).

“Foi elaborado um projeto museológico e museográfico”, frisou. Contudo, além de falta de financiamento, o projeto do Museu do Curtume padeceu sempre de falta de pessoas afetas ao equipamento. “Como qualquer projeto, se não tiver pessoas não se consegue concretizar”, constatou a presidente, lembrando que durante a crise financeira e o consequente plano de saneamento ficou impedida de contratar pessoal, o que se refletiu em várias áreas do município.

No último mandato, com as contas mais equilibradas, já foi possível avançar com a contratação de recursos humanos, tendo a Câmara afetado funcionários ao museu e aberto concurso para um técnico superior. “Hoje temos uma equipa a trabalhar no museu todos os dias”, sublinhou, tendo já reunido com parceiros e desenvolvido o plano que foi aprovado na reunião de segunda-feira.

A ideia é que este Museu da Arte e da Indústria do Couro possa ter disponíveis vários conteúdos multiplataforma, da vertente artística à componente didática, apresentando-se as diferentes fases da origem ao produto final da indústria do couro, valorizando-se assim o setor e criando uma rede com o Centro de Ciência Viva do Alviela. A vontade é que se torne um espaço atrativo de visitação para o território, argumentou.

Estando a estrutura base montada e na perspetiva de novos programas comunitários, a presidente acredita que nos próximos anos o Museu possa ganhar outra dimensão. Durante os seus mandatos não houve candidaturas disponíveis para financiar o projeto, admitiu, não obstante as várias tentativas do executivo junto da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional em busca de avisos que pudessem ser aproveitados para o efeito.

A concluir, Fernanda Asseiceira acredita que este poderá tornar-se um “equipamento de referência para a nossa região e para o nosso país”.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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