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Domingo, Julho 25, 2021

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Alcanena | Município aposta em Festival promotor do turismo natureza (c/vídeos)

A Secretária de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza, Célia Ramos, marcou presença na sexta-feira, 19 de maio, na abertura do Festival da Biodiversidade, nos Olhos de Água, freguesia de Louriceira. Uma iniciativa da Câmara de Alcanena, financiada pelo PROVERE (Programa de Valorização Económica de Recursos Endógenos), no âmbito do Portugal 2020, que visa promover o turismo natureza e a consciência ambiental. O evento decorre até dia 22 de maio, com uma Feira e um conjunto de atividades e conferências dedicadas à biodiversidade.

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O Festival inspira-se no FestAmb, admitiu a presidente da Câmara de Alcanena, Fernanda Asseiceira, um evento que existiu entre 1994 e 2006 numa configuração semelhante.”Era a festa do ambiente e que ocorria neste mesmo local”, frisou. Afinal, salientou, “cerca de 46% do nosso concelho insere-se no Parque Natural da Serra D’aire e Candeeiros”, integrando também a Rede Natura 2000. “Temos possivelmente um dos maiores reservatórios de água subterrânea”, enumerou, frisando as muitas atratividades do território que nem sempre são visíveis, como as grutas.

Festival da Biodiversidade. Olhos de Água

Publicado por mediotejo.net em Sexta-feira, 19 de Maio de 2017

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Ligação não está a permitir o direto. Deixamos restante discurso de Fernanda Asseiceira

Publicado por mediotejo.net em Sexta-feira, 19 de Maio de 2017

“O concelho de Alcanena tem por tudo isto razões de sobra para promover este evento, que designámos como Festival da Biodiversidade”. “Não porque o termo biodiversidade esteja na moda, porque efetivamente está, mas porque é isso mesmo que se pretende valorizar”, admitiu, “é a diversidade da vida que temos no nosso concelho e queremos divulgá-la”, trazendo mais pessoas à região

O Festival é o resultado de uma candidatura ao PROVERE para dinamizar o território, sendo que se realizarão outras iniciativas dentro deste objetivo, referiu.

Executivo municipal satisfeito com retomar da iniciativa de promoção ambiental. Foto: mediotejo.net

Célia Ramos deu os parabéns a Alcanena pela iniciativa. “É um ato louvável”, frisou, “durante quatro dias festejar a preservação da biodiversidade”. “Este Festival da Biodiversidade é bem a demonstração que existe uma nova cultura do ambiente”, referiu, “mais sensível às questões da biodiversidade”, mas também “mais exigente”.

Com estas ações, continuou, “conseguiremos reposta de forma mais adequada a estas exigências”. “Para proteger já não é só deixar como está, é preciso intervir de forma inteligente”. “Temos que encarar a natureza como um ativo”, defendeu, dando-a a conhecer e aproveitando o seu potencial de forma sustentável.

Antes da visita à Feira, Fernanda Asseiceira recordou que Célia Ramos tem mostrado preocupação com a obra de requalificação da EN361 e se aguardam notícias para breve.

A primeira iniciativa do Festival foi, logo de seguida, a conferência sobre “Biodiversidade, Divulgação Científica e Valorização do Território”, com a presença da coordenadora da Unidade de Missão para a Valorização do Interior, Helena Freitas, a presidente da Federação Minha Terra, Maria João Botelho, e a presidente da Agência Nacional Ciência Viva, Rosália Vargas, tendo como moderador José Vítor Malheiros, da Agência Nacional Ciência Viva.

Fernanda Asseiceira aproveitou a presença de Helena Freitas para alertar para os efeitos da exclusão de Alcanena e de outros 27 concelhos que integravam o grupo de municípios do Mundo Rural da estratégia de apoio aos territórios de baixa densidade.

Frisando que o concelho está igualmente no interior do país, a autarca referiu as características de um concelho que tem praticamente metade do seu território classificado e com “especificidades muito próprias” para apelar a que os municípios agora excluídos venham a ser contemplados no próximo quadro comunitário.

Entre os eventos a decorrer durante o Festival e que ficarão no terreno encontra-se o projeto “Arte Natura”, uma das componentes da candidatura apresentada ao iNature – Turismo Sustentável em Áreas Classificadas (PROVERE), com peças de arte criadas por sete alunos do curso de artes plásticas da Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha.

As peças foram instaladas ao longo de um dos percursos pedestres existentes nas proximidades do Centro de Ciência Viva do Alviela (CCVA) e serão apresentadas sábado durante uma caminhada nesse percurso, refere a Lusa.

Célia Ramos visitou certame. Foto: mediotejo.net

Será também apresentado, na segunda-feira, dia 22, o projeto do Jardim Mediterrânico, que vai representar a flora da região ao longo do percurso de manutenção existente nos Olhos de Água, complementando a formação científica que é proporcionada pelo Centro de Ciência Viva do Alviela. Neste dia é também apresentado o livro infantil “Vida de Morcego”, uma das vertentes do projeto Quiroptário (conjunto de módulos interativos sobre morcegos existente no Centro de Ciência Viva) Fora de Portas, com textos da equipa do centro e ilustração e ‘design’ de Marta Teives.

Este sábado, 20 de maio, Luísa Schmidt fala do seu livro “Portugal: Ambientes de Mudança”, numa sessão que conta com a presença do ambientalista José Manuel Alho.

Promovido pela Câmara Municipal de Alcanena em parceria com várias entidades, o evento abordará ainda questões como o turismo de natureza, desportos radicais e energias renováveis e inclui iniciativas de âmbito artístico, ligadas à fotografia, ao cinema e às artes plásticas (pintura e ilustração da natureza).

Durante os quatro dias do festival serão exibidos filmes que passaram pelo CineEco – Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela, havendo, hoje à noite, uma Oficina de Danças Tradicionais Europeias, com Ahkorda & Amigos.

C/LUSA

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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