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Alcanena | Medicamentos para doentes carenciados do concelho passam a ser gratuitos

O município de Alcanena assinou na quarta-feira, 28 de novembro, um protocolo com a Associação Dignitude por forma a integrar o “Programa abem: Rede Solidária do Medicamento”. Este programa vai permitir que 20 doentes em ambulatório residentes em Alcanena, que possuam carências financeiras, possam adquirir os seus medicamentos de forma gratuita, uma vez que a componente não financiada pelo Estado será assegurada pelas instituições.

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O “Programa abem: Rede Solidária do Medicamento”, refere informação da nota de imprensa municipal, “tem por objetivo garantir o acesso ao medicamento em ambulatório, por parte de qualquer cidadão que, em Portugal, se encontre numa situação de carência económica que o impossibilite de adquirir os medicamentos comparticipados, que sejam prescritos por receita médica, tendo por destinatários, em geral, os indivíduos beneficiários de prestações sociais de solidariedade, mas igualmente todos os que se deparam com uma situação inesperada de carência económica decorrente de desemprego involuntário ou de doença incapacitante, entre outras situações de carência que poderão ser também consideradas”.

Mediante protocolo assinado pelos municípios aderentes e a Associação Dignitude, os beneficiários tornam-se portadores de um Cartão personalizado, que lhes permite “aceder aos medicamentos prescritos em qualquer farmácia do país, sem mais burocracias e com a dignidade que merecem, sendo que os benefícios concedidos ao abrigo deste Programa abrangem exclusivamente os medicamentos, quando prescritos em receita médica e comparticipados pelo SNS. Os beneficiários têm o direito de escolher livremente a farmácia onde pretendem adquirir os medicamentos abrangidos pela comparticipação do Programa”.

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O município de Alcanena entra no programa comprometendo-se a financiar, anualmente, 100 euros por cada beneficiário, até ao limite de 2 mil euros. Os restantes montantes ficam a cargo do Fundo Solidário Abem. O protocolo tem o vigor de um ano, renovado automaticamente.

Em representação da Dignitude, Maria de Belém Roseira explicou aos presentes reunidos na Câmara de Alcanena que este programa surge no mesmo espírito de solidariedade que existia nas antigas farmácias locais, que acabavam por fiar os medicamentos à população que não podia pagar, para que as pessoas não deixassem de tomar a devida medicação.

O atual modelo de funcionamento das farmácias já não permite esse tipo de caridade, pelo que surgiu este programa de apoio, mediante diálogo entre as farmácias e a indústria farmacêutica com base na Dignitude.

Segundo Maria de Belém Roseira, apenas 1/4 dos beneficiários deste programa são idosos. Cerca de 2/4 são adultos em idade ativa, nomeadamente desempregados de longa duração. Por fim, 1/4 são crianças. Até ao momento, adiantou, estão a ser apoiadas 7 mil pessoas.

Presente na sessão, o diretor da Segurança Social de Santarém, Renato Bento, salientou a importância do projeto, na medida em que vem dar resposta a uma população que a Segurança Social nem sempre consegue apoiar. Neste âmbito, alertou para as responsabilidades acrescidas que vão caber aos conselhos locais de ação social face à nova política de descentralização de competências para as Câmaras Municipais.

Já a presidente da Câmara de Alcanena, Fernanda Asseiceira (PS), referiu serem 20 os beneficiários deste programa no concelho, mas frisou que o número pode ser atualizado mediante o surgimento de novos casos de carência. “Não ficará ninguém excluído”, assegurou.

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Cláudia Gameiro
Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita
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