Apoie o jornalismo que fazemos,
junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Quinta-feira, Outubro 21, 2021

Apoie o jornalismo que fazemos, junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Alcanena | Maioria socialista aprova orçamento de 23 milhões para 2019

O executivo municipal de Alcanena aprovou por maioria na reunião camarária de 29 de outubro, com voto contra dos Cidadãos por Alcanena, um orçamento de 23 milhões de euros para 2019. O valor deve-se ao grande número de obras que vão avançar no próximo ano, a maioria financiada por fundos europeus. A oposição considerou haver “falta de uma orientação estratégica da política de desenvolvimento económico e social” e votou contra por não se reverem nas prioridades do executivo socialista.

A reunião teve apenas dois pontos na ordem de trabalhos e focou-se na votação dos documentos previsionais e mapa de pessoal para 2019. A presidente da Câmara, Fernanda Asseiceira (PS), fez uma enumeração das obras que vão arrancar nas próximas semanas ou já em 2019, o que conduz a que o esforço orçamental esteja concentrado neste ano: o novo quartel da GNR, a requalificação do mercado municipal, o centro escolar de Alcanena, o fim da obra de requalificação da praça central da vila, melhoria de acessos e estacionamento na praia fluvial dos Olhos de Água, intervenção na rede viária, entre outros projetos que estão a ser finalizados ou obras que transitam para o próximo ano.

O mapa de pessoal também deverá ser reforçado, nomeadamente nas áreas de turismo e arquivo.

Fernanda Asseiceira explicou ainda que algumas das alíneas poderão vir a ser reforçadas, uma vez que o saldo de gerência estará disponível logo em fevereiro.

A declaração política dos Cidadãos por Alcanena foi lida por Gabriel Feitor, após o voto contra dos dois vereadores da oposição.

Segundo referiu, os “documentos apresentados refletem a falta de uma orientação estratégica da política de desenvolvimento económico e social, na sua estrutura do planeamento económico”.

A bancada entende que “seria   desejável que o poder politico, especialmente quando se encontra na posição de unilateralmente aprovar as GOP, privilegiasse as políticas com impacto positivo real em todas as freguesias, assim como na criação condições para o concelho assumir a liderança a nível nacional da coexistência entre o desenvolvimento económico, industrial e preservação do meio ambiente”.

O mesmo texto dá conta que o orçamento de 2019 tem um valor de 23.284.260 euros devido à execução de projetos cofinanciados que não foram executados em 2018 e transitam para 2019. Além disso, continua, 2.869.382,00 euros é de financiamento não definido, “ou seja, tal como em 2018 apresentam-se intenções sem qualquer perspetiva séria de realização”.

Os Cidadãos por Alcanena mostraram acordo com alguns dos projetos que se encontram a avançar, como a zona de atividades económicas da A1/A23, porém “ao não existirem diferenças em termos estratégicos entre o orçamento de 2018 e 2019, este último, é o orçamento da continuidade das três intervenções suportadas pelos fundos comunitários, algumas delas, como já é do conhecimento público, não coincidentes com o nosso projeto autárquico”. Os vereadores votaram assim contra.

A argumentação desagradou à presidente, que acusou a oposição de alguma ignorância.

“Fico com a perceção que os senhores vereadores ou não estudaram o documento com atenção ou não estiveram com atenção à apresentação” que acabara de realizar, considerando posteriormente a forma de fazer oposição “destrutiva”.

“É porventura o melhor orçamento que houve desde que iniciámos funções em 2009”, comentou, recordando que nessa altura 50% dos orçamentos não eram executados.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

DEIXE UMA RESPOSTA

Faça o seu comentário, por favor!
O seu nome