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Sexta-feira, Janeiro 21, 2022
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Alcanena | Jovens partiram à aventura na Tanzânia e acabaram a ajudar um orfanato

Inês Caetano e Miguel Correiam gostam de fazer voluntariado e há algum tempo que pensavam em ajudar uma instituição em África. Este verão partiram à aventura, com uma mala cheia de material escolar e roupas, no objetivo de apoiar diretamente uma Organização Não Governamental (ONG) na Tanzânia. No país o plano mudou ligeiramente e os dois jovens acabaram por conhecer um orfanato em Arusha, onde querem agora ajudar a construir uma cozinha para evitar o seu encerramento.

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A viagem decorreu em julho, tendo Inês e Miguel já regressado a Portugal. Ao mediotejo.net Inês Caetano explicou que há muito tempo que ambos gostam de fazer voluntariado e havia o projeto de ajudar uma instituição em África. Mas, sublinhou várias vezes, “queríamos que fosse uma coisa fidedigna”, com a certeza que o apoio que prestassem chegava efetivamente a quem dele precisa, o que nem sempre é fácil de avaliar à distância de dois continentes.

Neste sentido entraram em contacto com a Gydo, uma ONG na Tanzânia, que ajudariam criando uma site. Porém, à chegada àquele país, constataram que a instituição ainda estava numa fase demasiado inicial para que o seu apoio pudesse ser concretizado. Tinham também levado uma mala com roupas, material escolar, brinquedos, jogos e instrumentos musicais que ficaram sem ter a quem entregar.

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“Como queríamos ajudar mais diretamente, falámos com o gerente do hotel onde ficámos, que já apoiava um orfanato”, explicou, entregando comida e outros bens necessários. A mala que os dois jovens encheram com a ajuda da família e um pequeno contributo da Câmara Municipal de Alcanena acabou assim por ser entregue nesta instituição em Arusha, apoiando 30 crianças.

Inês e Miguel ficaram uma semana na Tanzânia. No regresso trouxeram o projeto inicial de elaborar o site para a ONG e agora o de ajudar à construção de uma cozinha no orfanato, em risco de fechar por falta de condições. “O governo não aceita orfanatos sem certas características”, explicou Inês, sendo uma delas a existência de uma cozinha (as crianças comem no chão). “Queremos continuar o projeto”, salientou, angariando fundos para proporcionar melhor condições a estas crianças. “Pensamos voltar lá no próximo verão já com os fundos”.

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Inês tem algumas ideias mas ainda não sabe o que irá fazer para angariar o dinheiro. Garante porém que será entregue diretamente ao orfanato.

A jovem classifica a experiência como “única”, tendo aprendido também com a população da Tanzânia. “Queremos fazer mais porque percebemos melhor o que precisam”, explica. A partir de Portugal, reitera, nem sempre é fácil perceber se o dinheiro ou os bens que são doados chegam ao destino. Inês e Miguel quiseram garantir que o seu esforço ia ao encontro dos que necessitavam e partiram à aventura.

A República Unida da Tanzânia situa-se na África Oriental, fazendo fronteira a sul com Moçambique. Possui cerca de 50 milhões de habitantes, sendo 61% da população cristã, 35% muçulmanos e 1,8% de religiões tradicionais locais. É neste país que se situa o monte Kilimanjaro, o ponto mais alto de África.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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