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Terça-feira, Janeiro 18, 2022
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Alcanena | Investigação a descargas no rio Alviela não revela ilegalidades

Na sequência de uma questão da oposição dos Cidadãos por Alcanena relativa às notícias de descargas poluentes no rio Alviela a 25 de março e 3 de abril, na União de Freguesias de Casével e Vaqueiros (Santarém), a presidente da Câmara de Alcanena, Fernanda Asseiceira (PS), revelou na reunião camarária de 6 de abril, segunda-feira, que não foram encontrados até ao momento indícios de ilegalidades. Ambas as situações aparentam ter sido incidentes pontuais e sem particular impacto.

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A primeira situação de aparente poluição foi revelada pela própria União de freguesias de Casével e Vaqueiros na sua página de facebook, a 25 de março. Num comunicado, a autarquia refere que “após diversos habitantes de Vaqueiros reportarem mais uma descarga poluente no Rio Alviela, o Secretário da UFCV deslocou se à zona da Secalina em Vaqueiros pelas 14:30 onde pode verificar que mais uma vez houve uma descarga poluente de origem industrial (não suinicultura) no rio, água de cor acastanhada, animais mortos, espuma com cheiro tóxico”.

“Infelizmente o COVID19 veio comprovar que o vírus das empresas de curtumes sem escrúpulos e poluentes já existe há muitos mais anos e infelizmente sem consequências para os que constantemente poluem. Foi devidamente documentado e reportado às autoridades (GNR SEPNA, CMS Ambiente), na esperança que seja devidamente averiguado mais este CRIME AMBIENTAL”, refere o texto.

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Na reunião de segunda-feira, realizada em videoconferência e em que a comunicação social teve oportunidade de visionar em direto, o vereador da oposição Gabriel de Oliveira Feitor questionou sobre o sucedido e a notícia de uma nova descarga, esta a 3 de abril.

Em resposta, a presidente leu um comunicado da AQUANENA, empresa municipal de água e saneamento, em que eram listados os contactos e esforços da instituição para tentar perceber a origem da descarga de 25 de março. Dos dados obtidos, referiu, não havia indicação de uma descarga anormal, que constitua ilegalidade.

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Já o vereador Hugo Santarém (PS) acrescentou que se tratou de um “derrame muito pontual” e sem grande impacto, resultado de uma tampa que não estaria bem selada. “Transbordou um pouco junto à ribeira, na confluência da ETAR”, explicou, assegurando que o problema já foi resolvido.

Sobre a nova descarga poluente de 3 de abril, o município encontra-se a aguardar análises, mas a situação também não se revelou, aparentemente, preocupante.

Face a toda a situação e o impacto que teve nas redes sociais, Fernanda Asseiceira apelou a que, caso haja denúncias de descargas poluentes, estas sejam reportadas de imediato à AQUANENA. Salientou também a importância da recolha de amostras no imediato, tendo sido disponibilizado um Kit para recolha e instruções de procedimentos à união de Casével e Vaqueiros. Terminou a frisar a importância das fotos de denúncia que circulam na internet tenham registado dia e hora.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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