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Quinta-feira, Outubro 28, 2021

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Alcanena | Hospital único, ligação ao IP6 e Parque Empresarial entre propostas para o 2030

*retificado às 12h53 de 6 de setembro de 2018

O executivo municipal de Alcanena discutiu na reunião camarária de 3 de setembro, segunda-feira, o relatório “Para a Estratégia 2030 da Região de Lisboa e Vale do Tejo” e quais os projetos que deveriam ser prioritários na perspetiva do município de Alcanena. Um hospital único para o Médio Tejo, uma ligação do nó A1-A23 ao IP6 e um Parque Empresarial localizado em Alcanena foram algumas das propostas deixadas pela presidente, Fernanda Asseiceira (PS). A visão da autarca foi em grande parte partilhada pela oposição dos Cidadãos por Alcanena, encabeçada por Gabriel Feitor.

Fernanda Asseiceira começou a sua intervenção por constatar o território “desigual” que é abrangido pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT) e as dificuldades que traz na definição de estratégias, uma vez que os concelhos depois vão buscar os apoios a outras entidades administrativas, num emaranhado de NUTS II e III que tem marcado o debate na região.

O Relatório da CCDR-LVT possui 10 pilares estratégicos (desde a sustentabilidade demográfica ao Tejo e Sado, passando pela inclusão e combate à pobreza, entre outros), apresentando a autarca os projetos que, na perspetiva de Alcanena, devem ser prioritários de obter financiamento e que o município vai levar para a discussão.

Um dos projetos, começou por enumerar, será a construção de um Parque Empresarial no nó A1-A23, localizado assim em Alcanena.”É justo que este projeto seja reconhecido como importante para a região”, afirmou a presidente, apresentando as vantagens para o território e ligação às zonas industriais vizinhas.

Outra aposta será a retomada da ideia da ligação do nó A1-A23 ao IP6, criando assim uma ligação ao Oeste. “Continuamos a defender (…) a conclusão do IC3, a valorização da ponte de Constância, a valorização de estruturas existentes, as pontes existentes que melhorem as travessias no Tejo”, referiu, assim como a valorização da Base Aérea de Tancos.

Fernanda Asseiceira defendeu ainda “coragem” para que o Médio Tejo venha a possuir o que “sempre devia ter tido”, ou seja, “um” único Hospital, considerando ser do entendimento geral que a atual situação de um Hospital partido “em três não serve as pessoas”. “Devia haver coragem para este erro ser corrigido”, afirmou, preferindo porém não avançar com alguma eventual localização.

A presidente propôs ainda a valorização da Serra de Aire e Candeeiros com a criação de um Geopark. São estas as propostas que “como ponto de partida, o município lança para reflexão e possível integração” nos futuro projetos que vão concorrer a fundos de financiamento comunitário.

Gabriel Feitor manifestou concordância com toda a posição de Fernanda Asseiceira, defendendo que o Hospital único se instale em Torres Novas, pelas suas boas condições e localização central*. Concordou também com a ligação ao IP6, na linha de uma ideia que tem sido defendida da união de todo o Ribatejo com o Oeste, embora tenha manifestado que achava o projeto de difícil concretização atualmente*.

Reiteraria ainda que não se revê nas divisões administrativas atuais, afirmando que “estamos retalhados em diversas coisas”.

 

 

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

1 COMENTÁRIO

  1. Hospital único neste Ribatejo Norte, seria assim como eu escrevi em 2006, já lá vai uma duzia de anos: OS NOSSOS HOSPITAIS.
    TEMOS 1 EM 3 – PORQUE NÃO 3 EM 1?

    A realidade do Centro Hospitalar do Médio Tejo é aquela que conhecemos, cada vez mais preocupante quanto à sua funcionalidade e quanto à sua capacidade de resposta e ainda mais preocupante quanto ao seu futuro de curto/médio prazo.

    Com a introdução diária de novas politicas economicistas, é anunciado que a curto prazo o Centro Hospitalar, especialmente Torres Novas e Tomar, vai continuar a perder valências, a perder técnicos e tecnologias. Para já, a partir de Janeiro, Torres Novas e Tomar, vão passar a SUB, isto é urgências básicas, iguais por exemplo, com todo o devido respeito, à Sertã ou Montalegre, só com dois médicos e dois enfermeiros e depois vai tudo para Abrantes ou então vão a Santarém a caminho de Lisboa. Está tudo dito.

    Tudo isto acontece incluído na tal politica economicista, mas também porque de facto manter três hospitais com a dimensão dos nossos é cada vez mais complicado. Aliás a construção dos três hospitais foi uma sucessão de erros de palmatória e de bairrismos doentios, de que, como é hábito, não há culpados. A culpa morre sempre solteira.

    Mas ainda é tempo de se fazer alguma coisa, se os homens e as mulheres quiserem.

    O que está feito, feito está. Agora só há que tomar decisões que possam inverter toda esta confusão e toda esta desagregação e minimizar os prejuízos.

    O filósofo inglês Roger Bacon que viveu entre 1214 e 1284 escreveu um dia: ” Aquele que não ousa aplicar novos remédios, deverá esperar que novos males apareçam”.

    Pois aqui no caso do CHMT há mesmo que aplicar novos remédios. Porque é que os nossos políticos não se unem e não procuram arranjar uma solução consensual? Era fácil. Neste momento ainda há grupos económicos interessados em investimentos de vulto e de qualidade. Por isso mesmo, aproveitando a maré dum certo novo riquismo, porque é que não se procuram rentabilizar aqueles três edifícios monumentais, penso que todos equipados com heliportos, todos com bons terrenos à volta onde se podem construir boas piscinas, onde se podem construir bons campos de ténis e tudo o que de mais moderno possa interessar à industria do turismo, e vender estes equipamentos para se construir um novo e moderno hospital, dimensionado para toda a região do médio Tejo, talvez ali para a Atalaia, concelho da Barquinha, ou ali naquela zona, desde que seja na confluência da A23 e do IC 3, também perto do IC9? É uma loucura? Talvez não. Loucos serão todos aqueles que vêem e sentem todo este património a desmoronar-se e não fazem nada para lhe acudir.

    Se esta ideia fosse agarrada por quem tem o poder, prescindiria, com toda a boa vontade, dos chamados direitos de autor. O que nos interessava a todos é que tivéssemos na região uma verdadeira unidade hospitalar a funcionar, todos os dias, todas as horas, em pleno. Cabe lá na cabeça de alguém no seu juízo perfeito, que em certos dias, uma pessoa com um pequeno problema, por exemplo, na vista, tenha que ser encaminhada para Lisboa já que neste três hospitais, mais o de Santarém, não há especialistas de oftalmologia de serviço, especialmente aos fins de semana? Isto é de um país de doidos. Ou então de um país de ricos. Mas como não somos doidos, e ricos ainda menos, porque é que não se pensa a sério em resolver o problema? Mas resolver mesmo.

    Já se pensou quantos postos de trabalho poderiam criar três hotéis de luxo, com todas as modernices para a gente do dinheiro, o gastar na nossa região? Já se pensou no desenvolvimento das economias locais e regionais? Mas será que isto não dá para pensar? E então os magnatas do turismo poderiam chamar os nórdicos e outra gente de países mais ou menos frios, mas ricos, para gozarem o nosso sol naqueles três edifícios, e zonas circundantes, localizados em planaltos e sempre virados ao astro rei. Até temos o privilégio de ter infra-estruturas a precisarem de movimento, como por exemplo a antiga BA 3 pelo que os turistas nem precisavam da OTA para vir aqui gastar o seu dinheirinho. Mas temos também o Tejo, o Castelo do Bode, a Lezíria, a Serra e tantos outros motivos de interesse.

    Meus senhores. Pensem, que também são pagos para pensar. Mas não ponham a ideia de lado por ela não ter saído das vossas cabeças.

    Para grandes males, grandes remédios. E este pode ser um deles. Pode haver outros remédios mas para a sintomatologia mais que evidente, a medicação que estão a aplicar só pode levar, mais tarde ou mais cedo, a uma perda total. E depois é tarde.
    Carlos Pinheiro
    08.10.06 in “O Almonda”

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