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Sexta-feira, Julho 30, 2021

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Alcanena | Fernanda Asseiceira foi dura nas críticas e prometeu obra (c/vídeo e fotos)

Na tomada de posse dos órgãos autárquicos de Alcanena, domingo, 15 de outubro, a presidente reeleita, Fernanda Asseiceira, não poupou nas críticas à forma como foi dirigida a campanha eleitoral, nomeadamente a politização do problema dos maus cheiros. Adiantaria assim que vai assumir neste mandato o pelouro do Ambiente, avançando também que, depois de 2021, não se irá candidatar à Assembleia Municipal.

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Fernanda Asseiceira iniciou o seu terceiro e, por lei, último mandato com um discurso forte onde enumerou todo um conjunto de obras e projetos em desenvolvimento e deixou várias críticas à campanha eleitoral destas autárquicas. De recordar que a presidente reeleita saiu do escrutínio municipal com a sua maioria absoluta reforçada, conseguindo eleger mais um vereador, Óscar Pires, mantendo a restante equipa. Na oposição, o movimento Cidadãos por Alcanena (PSD, CDS e MPT) elegeu o cabeça de lista Gabriel Feitor e um segundo vereador. João Silva renunciou ao mandato, sendo que irá ocupar o lugar Maria João Rodolfo.

No domingo, após a tomada de posse, Fernanda Asseiceira começou o seu discurso por criticar a forma como se procedera à eleição do executivo na união de freguesias de Malhou, Louriceira e Espinheiro no dia anterior, tendo toda oposição aparentemente votado contra a lista proposta pelo presidente de junta, Luís Cândido. “Lamento contudo o ocorrido ontem”, referiu, “é triste quando se pretende ganhar na secretaria depois de se ter perdido nas urnas”. “O debate democrático tem um local próprio onde pode ser exercido respeitando a pluralidade democrática, a assembleia de freguesia”, constatou, “porquê impedir a constituição do executivo que resultou do ato eleitoral?”. Apelaria assim ao “bom senso” e à “cultura democrática de todos”, para que não se sobreponha a vontade do povo.

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“Sim, vamos continuar a trabalhar”, frisou, enumerando de seguida as propostas para este mandato: o equilíbrio financeiro, o orçamento participativo jovem, o orçamento participativo global em 2019, a conclusão da revisão do Plano Diretor Municipal (PDM), diversificação das atividades económicas, criação de um gabinete de apoio ao empreendedorismo, continuação da luta pelo regresso das 10 freguesias, acordos de execução com as juntas de freguesias com aumentos graduais todos os anos, lançamento do Cabaz Infância em 2018 (apoio até ao pré-escolar), projetos culturais, serviços de proximidade, reabilitação urbana com a requalificação de vários espaços municipais (Mercado Municipal, GNR, Estádio Municipal, etc), continuação de instalação de saneamento básico, melhoria das acessibilidades, entre outras iniciativas. Foi ainda garantido que não será aumentado o orçamento político, apesar de ter sido eleito um quinto vereador.

Fernanda Asseiceira deixou para o fim a área do Ambiente, destacando-a e descrevendo-a como a “área que mais nos preocupa”. Não poupou assim nas críticas à atuação do Movimento pela Saúde de Alcanena (que se encontrava no Cine-teatro São Pedro em protesto silencioso), cuja manifestação, em vésperas das eleições, considerou ser uma “politização” do problema coletivo dos maus cheiros e que se focou no executivo cessante, pedindo-se uma assembleia extraordinária que não tinha então condições para reunir.

“Fui sempre uma presença ativa junto de todas as entidades”, salientou. “Também resido no concelho, na sede do concelho, vivo dentro do problema. Alguém duvida que não me sinto indignada?”, questionou. “Assumo aqui neste dia de tomada de posse que serei eu mesma, enquanto presidente de Câmara, que assumirei o pelouro do Ambiente”, anunciou. Defenderia assim que acredita no equilíbrio (entre indústria e ambiente), mas que se ele não for possível colocar-se-á do lado das pessoas.

“Acredito que todos têm que estar do lado da solução. A reflexão sobre qual é a solução tem que ser feita. E nos sítios certos e de forma correta”, defendeu. “Assumo a criação de duas importantes estruturas”, anunciou, nomeadamente um Conselho Estratégico Municipal e um Observatório Ambiental, “ambas sem pendor político”, apenas técnico e científico, garantiu. Adiantou também que a ERSAR – Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e de Resíduos está a estudar a criação de uma entidade municipal que agregue o abastecimento de água e o saneamento básico do concelho

Fernanda Asseiceira terminaria a recordar que por imposição legal não será candidata às eleições de 2021. “Por decisão pessoal não serei candidata à Assembleia Municipal”, adiantou. “Serei a presidente de todos neste concelho onde resido há quase 55 anos”, salientou, deixando ainda nova crítica aos que, em campanha eleitoral, afirmaram que ela não era de Alcanena por não ter nascido no concelho.

 

 

 

 

 

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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