Alcanena | Fernanda Asseiceira aponta utilização abusiva do Estádio Municipal

O estado de degradação do Estádio Municipal de Alcanena saltou das redes sociais para o debate público, ao ser levado a discussão na assembleia municipal de Alcanena pelo deputado da CDU, Ivo Santos, na sexta-feira, 23 de fevereiro. A presidente da Câmara, Fernanda Asseiceira, reconheceu que a estrutura precisa de obras de requalificação, mas não se inibiu de apontar o dedo à má utilização de que o edifício tem sido alvo pelos que dele fazem usufruto.

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O Atlético Clube Alcanenense tem partilhado na sua página oficial de facebook um conjunto de denúncias às condições do Estádio Municipal Joaquim Maria Batista.

Tubagem corroída e degradada, canalização deficiente, vedação partida, falta de mobiliário, instalação elétrica exposta, paredes partidas e com falta de acabamentos, portas que já não fecham, casas de banho fora de funcionamento e mal cuidadas, bancadas degradadas, relvado destruído. São 16 capítulos de fotos e algumas reflexões sobre um espaço que não aparenta estar em condições para a prática desportiva.

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Interior do Estádio Municipal de Alcanena Foto: facebook Atlético Alcanena/Pinto

Interior do Estádio Municipal de Alcanena Foto: facebook Atlético Alcanena/Pinto

As fotos são de uma página não oficial e anónima, intitulada Atlético Alcanena, mas foram partilhadas este mês pelo Atlético Clube Alcanenense.

O primeiro capítulo surge com uma nota introdutória assinada por “Pinto”, que o jornal “A Barca” afirma tratar-se do dirigente associativo Carlos Frazão. No texto o responsável tece várias críticas à Câmara Municipal de Alcanena, que gere o Estádio, pelo estado de degradação a que deixou chegar o edifício e a falta de apoio ao Atlético Clube Alcanenense. Havendo a promessa de um projeto de requalificação, termina a questionar porque não se começaram as obras há mais tempo.

O tema circulou nas redes sociais e chegou na sexta-feira à assembleia municipal, com Ivo Santos a interpelar Fernanda Asseiceira sobre a falta de condições do Estádio Municipal e se estava prevista alguma intervenção.

A presidente começou por lembrar que há cerca de um ano que se iniciaram os procedimentos para a elaboração de um projeto de requalificação do edifício, adiantando que a proposta de alargamento da Área de Reabilitação Urbana (ARU) de Alcanena em agenda (e aprovada mais tarde) se destinava a incluir, entre outros, este espaço para assim aceder a fundos comunitários.

Há um orçamento previsto, mas de “meio milhão de euros”, pelo que teve que ser reajustado. “Estes passos todos têm vindo a ser dados”, afirmou no fim da exposição, referindo que ignorar todo este trabalho é “má fé”.

Exterior do Estádio Municipal de Alcanena Foto: facebook Atlético Alcanena/Pinto

Fernanda Asseiceira porém não se ficou por aqui, constatando a utilização abusiva e negligente de que o Estádio tem sido alvo e refletindo que existem edifícios com mais anos em melhores condições.

Admitindo a situação “inqualificável” do espaço, apontou o dedo aos utilizadores. “O que ali está é uma degradação que quem utiliza também tem contribuído imenso para isso”, afirmou, lembrando que já encontrou o Estádio neste estado quando tomou posse como presidente. “Até refeições se faziam num vão de escada”, recordou.

A autarca encontrou alguma empatia da bancada dos Cidadãos por Alcanena, sugerindo-se um melhor regulamento e uma fiscalização mais apertada da utilização, com as devidas sanções ao uso abusivo. Ivo Santos constataria que a manutenção do Estádio não é adequada às necessidades.

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Cláudia Gameiro
Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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