Alcanena | Executivo quer identificar poluidores da Nascente dos Olhos d´Água

A nascente dos Olhos de Água, em Alcanena, apresenta-se com um aspecto espumoso e escuro desde sexta-feira, 1 de dezembro. Reunido nesta segunda-feira, 4 de dezembro, o executivo camarário mostrou a sua preocupação com o sucedido, com a presidente da Câmara, Fernanda Asseiceira (PS) a referir que todas as entidades competentes foram informadas do caso, tendo sido pedido que se deslocassem ao local onde se verifica o foco de poluição afim de conseguirem identificar as fontes poluentes.

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O vereador Gabriel Feitor, dos “Cidadãos por Alcanena”, manifestou a sua preocupação com o sucedido, referindo que no feriado visitou este local e deparou-se com água escura, com espuma à superfície e um cheiro fétido. “Nesse mesmo dia desloquei-me ao Posto Territorial da GNR para fazer uma queixa electrónica. Tive ainda a oportunidade de fazer o percurso pela Ribeira dos Amiais e o aspecto da água é totalmente diferente”, contou. Questionou, em seguida, que diligências é que o executivo está a fazer no sentido de detectar os infractores.

Executivo camarário esteve a analisar a situação ambiental na Nascente dos Olhos D’ Água Foto: mediotejo.ner

Fernanda Asseiceira explicou que pediu ao vereador Hugo Santarém para, no domingo, fazer um registo fotográfico da situação para interpelar as várias entidades competentes. “Pedi ao SEPNA para vir ao local com a indicação que formalizamos por escrito a queixa em relação a esta situação. Todos os anos por altura do funcionamento dos lagares (de azeite) ocorre esta situação. Já solicitamos o envolvimento das Câmaras de Santarém e Porto de Mós para averiguar se os lagares estão ligados à rede de saneamento porque tudo indicia que seja essa má prática por parte de quem promove atividades económicas a causadora desta situação”, referiu.

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Fernanda Asseiceira, presidente da câmara, considera que os poluidores são agentes económicos com atividade económica fora do concelho Foto: mediotejo.net

A autarca disse que “nada tem contra a produção de azeite” mas que “há melhorias a fazer” considerando que por causa da seca as águas estão mais paradas sendo que esta situação de poluição se arrasta mais tempo no local. “A nossa diligência foi feita no âmbito da GNR de Santarém que tem uma maior abrangência territorial e também na Agência Portuguesa do Ambiente”, acrescentou.

De acordo com a autarca, o único lagar produtor de azeite junto a esta nascente, situado na Serra de Santo António, está ligado à rede de saneamento pública pelo que não será este o agente poluente. Fernanda Asseiceira mostrou-se indignada pelo facto de chegarmos aos século XXI com tão más práticas ambientais, feitas de forma consciente.

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“Como cidadã sinto-me triste, como presidente de câmara sinto-me revoltada”, atestou.

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