Alcanena | ERC dá razão a Fernanda Asseiceira em queixa contra o “Linha Aberta”

Linha Aberta com Hernâni de Carvalho: Foto: printscrean de video da emissão de 5 de dezembro de 2017

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) considerou o tratamento da reportagem sobre o mau cheiro em Alcanena, emitida pelo programa “Linha Aberta”, de Hernâní de Carvalho, a 5 de dezembro de 2017, como “sensacionalista”, considerando que não se prestou de forma correta o contraditório municipal.

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A resposta à queixa apresentada pela presidente da Câmara de Alcanena, Fernanda Asseiceira, à ERC foi comunicada ao executivo municipal no decorrer da reunião de 19 de novembro, segunda-feira. A autarca considerou que a reportagem da SIC não prestava o devido contraditório “acerca da qualidade do ar no concelho, com eventual prejuízo do rigor informativo e ofensa do seu bom nome”.

Na queixa apresentada, refere nota de imprensa municipal, a presidente da Câmara “contestou o critério de escolha dos depoimentos na reportagem em direto e durante a entrevista em estúdio e concluiu que a SIC incumpriu os deveres de rigor informativo, insurgindo-se também com a falta de oportunidade de exercício de contraditório por si, enquanto representante do órgão visado”.

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Citando a resposta da ERC, o município informa que “analisada a reportagem efetuada em Alcanena e a entrevista em estúdio, ambas transmitidas em direto, a ERC verificou que «a posição da Câmara Municipal de Alcanena foi indicada, mas sem exibição da resposta às acusações de que foi alvo pelos moradores daquela vila»”.

A mesma informação adiante que a ERC considerou que “o operador SIC transmite conteúdos em que os jornalistas, o pivô em estúdio e a repórter no local, qualificam o que dizem ser a falta de qualidade do ambiente local, dando apenas exemplos conclusivos da causa do problema (a indústria de curtumes), acrescentando conclusões opinativas que contribuem para o que pode ser verificado como um tratamento sensacionalista”.

Assim terá havido “falta do dever do contraditório, pela ausência da posição da Câmara Municipal de Alcanena, apesar de indicado no programa ter sido solicitada e efetivamente recebida pelo “Linha Aberta” da SIC, que apenas entendeu não a exibir”, sendo que “esta falta de contraditório prejudica o rigor informativo”, o qual é prejudicado também pela projeção de “juízos opinativos, conclusivos por parte dos jornalistas (…)”.

Acresce, ainda, que o vereador entrevistado na reportagem “não é legalmente representante da Câmara Municipal de Alcanena”.

Conclui-se que “houve falta de contraditório e um tratamento sensacionalista, sendo que ambos fragilizam o rigor informativo”, pelo que o Conselho Regulador da ERC deliberou “instar à SIC que procure ouvir todas as partes com interesses atendíveis nas suas reportagens, bem como abster-se de dar um tratamento sensacionalista às mesmas, pondo em causa o seu rigor informativo”.

A deliberação do Conselho Regulador da ERC é datada de 20 de setembro de 2018, refere o texto.

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