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Sábado, Julho 24, 2021

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Alcanena | Eleitos preocupados com maus cheiros que chegam à noite

O mau cheiro foi uma questão que ocupou uma boa parte do início da sessão de Assembleia Municipal. A deputada Suzel Frazão queixou-se de, não ter sido possível abrir as janelas, em dias de imenso calor (registados na última semana) porque havia “um cheiro fétido”, acima do habitual, adianta.

A eleita da bancada da CDU defende que “isto é inadmissível, depois do investimento que se fez no nosso concelho” e pede uma “atitude vigorosa” ao executivo para esta situação, junto da AUSTRA (Associação de Utilizadores do Sistema de Tratamento de Águas Resíduais de Alcanena) que gere a etar do concelho, e à Assembleia Municipal, uma tomada de posição.

“Se a Etar funciona bem, se os colectores são novos, é preciso encontrar justificações”, salienta. “Não peço que Alcanena cheire a rosas”, realça Suzel Frazão apontando que os jovens não se fixam em Alcanena por causa dos maus cheiros e que, para além da saúde ficar fragilizada, “as casas ficam desvalorizadas” com esta situação. “Estou triste e revoltada com a situação”, remata.

A situação não é nova e também o presidente da Assembleia Municipal foi alertado para ela, via SMS. Sebastião Pereira e a presidente da Câmara, Fernanda Asseiceira, na noite de 16 de junho, estiveram no terreno a tentar localizar a origem do mau cheiro. Palmilharam o terreno, dirigiram-se à central e contactaram o presidente do Conselho de Administração.

Da bancada do ICA (Independentes pelo Concelho de Alcanena), a deputada Maria João Rodolfo questionou se não é prática habitual a AUSTRA reencaminhar relatórios à Câmara.

Edgar Pereira estranha que, perante a ocorrência de uma “empresa conhecida”, a autarquia não tenha sido informada, “Não merece respeito da minha parte”, disse, referindo-se à empresa AUSTRA.

Carlos Alberto Ferreira, da bancada do PS defendeu ainda que “tem de haver poluição controlada”. Já Ricardo Nogueira questionou se mau cheiro provém da Etar ou de descargas, mas a presidente da Câmara afirmou que não tem dados concretos que o permitam dizer, tendo referido que a situação ocorre à noite.

No dia 16 terá havido um problema no posto de transformação eléctrico, revelou Fernanda Asseiceira, que também manifestou estranheza que a 21 de junho o problema persistisse.

“É fundamental uma fiscalização forte, independente”, defendeu o presidente da Assembleia, pedindo aos munícipes que actuem como fiscalizadores, denunciando situações destas.

“Mas não há fiscalização suficiente se as pessoas não o fizerem também e juntando provas para as denúncias, aponta o responsável.

Fernanda Asseiceira disse que também reside na sede do concelho e também se vê confrontada com a mesma situação. Situação que “tem sido dramática” à noite, destacou.

E explica quais os procedimentos que a autarquia tem levado a cabo. Solicitou relatórios à AUSTRA, mas adianta que ainda não lhe foram enviados. A edil acrescentou ainda que este será um dos temas que a ser abordado numa reunião a realizar esta segunda-feira, 26 de junho, e onde Sepna (GNR) e APA (Agência Portuguesa do Ambiente) estarão em Alcanena.

Fernanda Asseiceira adiantou que “há intenção de fiscalização, de monitorização” e diz ter exigido ser avisada sempre que há uma anomalia.

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