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Sábado, Janeiro 22, 2022
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Alcanena | Despedida amigável na última sessão da Assembleia Municipal

Foi com muitas salvas de palmas e elogios mútuos ao diálogo e aos consensos encontrados entre todas as forças políticas que a assembleia municipal de Alcanena se despediu na sexta-feira, 8 de setembro, durante a última sessão do mandato 2013/2017. O trabalho do executivo de Fernanda Asseiceira foi elogiado, não esquecendo porém as críticas construtivas e o problema ambiental que se mantém. Muitos dos deputados já não regressam após as eleições.

O presidente da assembleia, Silvestre Pereira, deu a oportunidade aos líderes de bancada e a quem assim o desejasse de fazer uma declaração/um balanço final sobre o mandato que agora termina. O primeiro a intervir foi o presidente de Monsanto, independente, Orlando Filipe, que não se recandidata.

Tendo referido que gostou dos quatro anos que passou à frente da autarquia, lamentou a limitada verba destinada aos presidentes de junta, cerca de 270 euros, e referiu os investimentos de que a sua freguesia ainda necessita. Terminaria a defender uma maior aposta no turismo de natureza e religioso, nomeadamente em estruturas de apoio a peregrinos.

De seguida falou a CDU, através de Ricardo Nogueira, que, apesar de saudar o trabalho do executivo, lamentou o facto de não se ter conseguido resolver o problema ambiental do concelho. Edgar Pereira, do ICA, elogiou o diálogo alcançado ao longo do mandato e os poucos votos contra, apesar das diferentes opiniões. Fez de seguida uma breve dissertação sobre as dificuldades e os desafios da democracia para os que a exercem.

Miguel Domingos, do PSD-CDS, lembrou os atrasos na entrega da documentação, o que nem sempre permitia que o deputado chegasse à assembleia com os temas estudados. Lamentou também que o problema do ambiente não tenha ficado resolvido, apesar do investimento histórico na rede de coletores.

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Em quase 30 anos como deputado municipal, Joaquim Gomes, do PS, frisou a capacidade de diálogo dos eleitos do último mandato. Deixou também a esperança que nos próximos anos os problemas ambientais possam ficar resolvidos.

As intervenções passaram ainda pelos elementos da mesa da assembleia e pelos vereadores presentes. Artur Rodrigues (ICA) defendeu a democracia e o pluralismo, afirmando que quando o discurso não agradava à Câmara o tempo era cortado.

Na sua intervenção, a presidente da Câmara, Fernanda Asseiceira, salientou que perdeu um evento em São João da Madeira, onde o município recebeu um prémio na área desportiva, para estar presente neste última sessão. Frisou o seu esforço por trazer sempre toda a informação necessária para esclarecer os deputados, inclusive técnicos municipais. Terminou felicitando todo a assembleia e os técnicos que se encarregaram de preparar a documentação ao longo do mandato.

Silvestre Pereira encerrou os trabalhos lembrado a revisão do regimento no início do mandato e salientando que sempre procurou uma “discriminação positiva”, dando tempo à oposição. Elogiaria assim o trabalho da Câmara Municipal e o facto de procurar trazer a informação de forma simplificada, nomeadamente os relatórios de contas. Foram votados em quatro anos 313 documentos, referiu.

Terminou assim com uma fotografia de grupo e num registo amigável o mandato 2013/2017 da assembleia municipal de Alcanena.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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