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Quinta-feira, Maio 13, 2021

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Alcanena | Conclusão de obras de saneamento novamente adiadas devido a problemas com empreiteiro

A prorrogação dos prazos de conclusão de duas empreitadas de saneamento no concelho de Alcanena, no Covão do Coelho/Vale Alto e no Carvalheiro, foram aprovados por maioria na reunião de executivo de Alcanena no dia 26 de abril. A oposição dos Cidadãos por Alcanena criticou as “desculpas esfarrapadas” para mais estas prorrogações, o que levou o executivo de Fernanda Asseiceira (PS) a admitir que a empresa vencedora de ambas as obras está há muito com problemas de sustentabilidade económica. O município tem procurado facilitar o processo para que as obras sejam concluídas, mas os atrasos sucedem-se. Não ajudará à causa, foi mencionado, a conjetura atual da construção civil.

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A discussão sobre os atrasos na conclusão das obras de saneamento de Alcanena, entregues à empresa TOELTA, ocupou parte da longa reunião. O tema começou pela prorrogação do prazo, para julho, da “execução das redes de saneamento de águas residuais do Carvalheiro”. A vereadora Maria João Rodolfo, dos Cidadãos por Alcanena, começou por lembrar que a obra já devia ter terminado em 2019 e que as multas pelos atrasos na concretização do empreendimento já ultrapassam os 600 mil euros.

Acresce, continuou, os argumentos que a empresa usa para justificar a prorrogação, nomeadamente a crise sanitária e as condições climatéricas. “Desculpas esfarrapadas”, considerou Maria João Rodolfo, que questionou se havia alguma garantia que o empreiteiro terminava a obra no verão.

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A discussão foi acompanhada por duas técnicas do município, que ajudaram aos esclarecimentos possíveis no debate. Fernanda Asseiceira começou por explicar que o município age de “boa fé” e que também foi surpreendido com a grande quantidade de problemas financeiros da TOELTA. Face à situação, a Câmara procurou ao longo do tempo dialogar e facilitar o processo, de modo a que a obra fosse concluída não levando à falência a empresa, explicou a presidente.

“Não acredito que a empresa não pudesse fazer mais e não o fez”, comentou Fernanda Asseiceira, adiantando que o empreiteiro também esteve hospitalizado com covid, fora os restantes problemas. O processo tem preocupado o executivo, admitiu, sendo que os serviços têm procurado ajudar a resolver problemas.

“Isto tem sido para nós uma grande frustração e desespero”, comentou a técnica Lurdes Sousa, referindo que todos os dias pressionam a empresa por respostas. As dificuldades financeiras da empresa foram-se tornado óbvias, mas o município teve sempre esperança que a situação se resolvesse. Acresce, explicou, a dificuldade em contratar pessoal para a construção civil que atualmente ocorre.

“O que é que o município podia fazer?”, interrogou, constatando que já são aplicadas multas, nomeadamente através da imputação dos custos de fiscalização. Explicou ainda que se tivesse havido rescisão do contrato seria necessário lançar novo concurso público, com tudo o que tal implicava e sem garantia de ter nova empresa interessada, uma vez que atualmente há dificuldades em encontrar empresas de construção civil disponíveis.

A nova prorrogação foi assim o “mal menor” encontrado, referiu, admitindo-se que não há segurança que a obra termine mesmo em julho.

Maria João Rodolfo reconheceu que é impensável não tentar concluir a obra, mas reiterou que os argumentos para as prorrogações são descabidos. Reconheceu o esforço dos serviços, mas frisou que a empresa está falida e dificilmente vai cumprir o novo prazo.

A discussão seguiu para a prorrogação da “execução das redes de saneamento de águas residuais do Covão do Coelho e Vale Alto”, que avançou bastante porque foi entregue a um subempreiteiro local. Faltam no entanto concluir as estações elevatórias e a obra foi prorrogada também até julho.

Maria João Rodolfo sugeriu que a prorrogação fosse aprovada com coima, mas a presidente não considerou a medida adequada, uma vez que o subempreiteiro, a Dreamfields, está a resolver o problema deixado pelo empreiteiro, a TOELTA.

No final de 2020, as obras de saneamento no Covão do Coelho/Vale Alto retomaram depois de cerca de meio ano de suspensão, devido aos problemas financeiros da TOELTA. A empresa e o subempreiteiro chegaram a acordo, estando previsto os trabalhos terminarem em abril deste ano.

O processo já vai porém com dois anos de atraso, tendo gerado vários problemas com os trabalhos deixados a meio, buracos a céu aberto e canos expostos, o que tem agravado o descontentamento da população com o executivo camarário.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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