Alcanena | CHEGA diz que Câmara está a ditar o fim da indústria de curtumes

Nuno Santos (direita) junto à coordenadora do distrito de Santarém do CHEGA, Manuela Estevão Foto:CHEGA

O coordenador do partido CHEGA em Alcanena, Nuno Santos, afirmou que a Câmara Municipal “vai conduzir ao fim da Indústria de Curtumes no concelho”. Em nota de imprensa, aquele partido diz que o município, “ao dar cobertura às decisões de gestão da ETAR de Alcanena por parte da AQUANENA, está a iniciar o fim da Industria de Curtumes”.

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“Numa altura em que a Industria de Curtumes enquanto integrante da fileira da moda se debate com uma forte escassez de encomendas decorrentes da pandemia COVID-19, no âmbito da qual as principais marcas do setor da moda limitam as encomendas ao mínimo, a Industria de Curtumes de Alcanena esta altamente limitada para poder cumprir com as encomendas que vai conseguindo a muito custo “agarrar””, argumenta.

Defende o partido que a “limitação imposta pela AQUANENA aos caudais de águas residuais que as fábricas de curtumes podem descarregar para a ETAR de Alcanena esta a colocar os Industriais de Curtumes numa posição difícil para conseguirem cumprir com os compromissos assumidos junto dos seus clientes”.

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Destaca ainda que “após ter encerrado a ETAR de Alcanena para intervenções anuais durante três semanas no mês de agosto, a AQUANENA veio no inicio de setembro anunciar limitações AQUANENA aos caudais de aguas residuais que as fabricas de curtumes podem descarregar para a ETAR de Alcanena, com efeitos imediatos e sem qualquer aviso prévio. Tal atitude demonstra um desconhecimento grave da realidade empresarial, pressupondo que de um dia para o outro as empresas podem “pura e simplesmente” reduzir o seu nível de produção sem isso possa ter consequências para a sua atividade”.

Para o CHEGA o município está a “matar” a indústria e tem-se mostrado “incompetente para resolver os problemas ambientais”, incidindo sobre a indústria de curtumes.

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“A falta de visão estratégica do poder autárquico vai determinar o sucessivo empobrecimento de um concelho que em tempos ainda assim não tão distantes tinha um nível de rendimento per capita dos mais elevados do país proporcionava emprego a centenas de habitantes de concelhos limítrofes. Enquanto existem autarcas em concelhos isolados do interior do pais que se debatem pela atração de industrias, atividades económicas e de investimento, os autarcas do concelho de Alcanena estão empenhados em destruir o que outros levaram décadas a construir”, conclui.

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