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Alcanena | CDU trouxe António Filipe até ao mau cheiro do concelho (c/vídeo)

O deputado da CDU na Assembleia da República eleito pelo círculo de Santarém, António Filipe, passou a última quinta-feira, 30 de novembro, em Alcanena a tomar conhecimento da problemática dos maus cheiros que afetam o concelho. Visitou a ETAR de Alcanena, reuniu com a Câmara Municipal e com a AUSTRA – Associação de Utilizadores do Sistema de Tratamento de Águas Residuais de Alcanena e ao fim do dia ouviu a população, numa audição pública no auditório municipal. Da CDU ficou o apelo à mobilização, recordando os avanços alcançados no passado quando a população exigiu respostas às entidades.

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“Não se pode dizer que não se passa nada”, concluiria António Filipe depois de ouvir a população de Alcanena, no término de um dia em que teve oportunidade de ouvir todas as entidades de alguma forma ligadas à problemática ambiental de Alcanena. “Há aqui várias responsabilidades conjugadas que têm que ser assumidas”, afirmou, constatando que se vive um cenário em que ninguém parece ser o culpado de um problema que continua a afetar a comunidade.

Deputado António Filipe (CDU) debate maus cheiros em Alcanena

Publicado por mediotejo.net em Quinta-feira, 30 de Novembro de 2017

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Da visita às várias entidades, o deputado referiu que lhe foi indicado que há apenas uma dúzia de fábricas que têm capacidade de gerar o mau cheiro, pelo que não será difícil descobrir qual o prevaricador. Destacaria ainda que na própria AUSTRA deverão existir associados descontentes com a situação. Afirmaria assim que espera ver cumpridos os compromissos assumidos de cobertura de tanques de dessulfurização, quer da ETAR quer dos industriais.

Da parte do público ficou mais uma vez a preocupação em identificar qual o grande poluidor por trás do mau cheiro, se a ETAR está ou não a trabalhar em boas condições, deixando-se também críticas à falta de atuação das autoridades de saúde. A necessidade de se encontrar uma fiscalização isenta e mais eficaz foi novamente evidenciada.

Presente na ocasião, o Movimento pela Saúde de Alcanena (MSA) levantando a possibilidade de se avançar para uma ação popular por crime ambiental, por forma a que a população venha a ser indemnizada pelos danos à saúde causados pelo mau cheiro. Sobre esta sugestão, António Filipe considerou pertinente, mas que deve ser encarada de forma realista e sem pretensões de ganhar dinheiro.

Carla Pereira, da CDU de Alcanena, referiu que acompanhou António Filipe durante a visita a Alcanena, frisando que a situação ambiental “precisa de coragem política”. “Há projetos que não foram realizados porque não foram enquadrados por fundos comunitários”, lembrou.

A autarca já recordara anteriormente, após intervenção do deputado municipal Ivo Santos, todo o histórico de poluição no rio Alviela, frisando que “todos os avanços que este problema conheceu só aconteceram devido à movimentação popular”. “O passado prova que quando houve avanços foi porque o povo exigiu”, sublinhou. Destacaria assim que foi nos últimos dois meses que efetivamente se moveram esforços para compreender a proveniência do mau cheiro, quando o problema vem sendo levantado desde o início do ano. “Há dois meses atrás dizia-se que era oposição política”.

“Temos direito de exigir qualidade de vida”, defendeu. “Apareçam nas reuniões de câmara, nas assembleias municipais, nas assembleias de freguesia e peçam satisfações do que tem sido feito”, apelou.

Na sessão esteve também presente Sónia Colaço, dirigente nacional do partido ecológico “Os Verdes”.

 

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Cláudia Gameiro
Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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