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Terça-feira, Maio 11, 2021

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Alcanena | Carta anónima sobre gestão do Centro Social gera discussão acesa e votação acaba com dois votos contra

Foi um dos assuntos em que a discussão foi mais acalorada na reunião. A carta é anónima, data de novembro de 2016 e chega a reunião de Câmara a 14 de agosto de 2017. Uma denúncia anónima, feita por “elementos da direcção” do CBESA – Centro de Bem Estar Social de Alcanena, instituição centenária, como se apelidam.”O que se denuncia são actos, atitudes, atividades várias” praticadas pelo presidente da direcção, explicou a vice-presidente da Câmara, no decorrer da reunião.

A missiva, datada de 11 de novembro, deu entrada nos serviços da Câmara a 22 de novembro de 2016. A consulta jurídica sobre esta matéria foi dada a 29 de março e, os últimos desenvolvimentos referem a existência de uma reunião entre a presidente da Câmara e o presidente da instituição centenária, Eduardo Camacho, no final de julho.

Motivos suficientes para que, da denúncia feita, o vereador do ICA, questione a “preocupação” dada ao assunto pelo executivo em exercício. Artur Rodrigues utilizou a ironia para dizer o contrário do que realmente disse, frisando que “há uma preocupação, um zelo na defesa de interesses públicos”.

Artur Rodrigues vai mais longe a acusa o executivo socialista de “brincadeira falaciosa” quando abordam o assunto quando defendem que “não podemos deixar o assunto ficar na gaveta”, nove meses depois da entrada da carta e cinco meses depois do parecer jurídico?

O eleito do Independentes pelo Concelho de Alcanena pronunciou-se relativamente a um dos parágrafos (sem frisar qual em particular), para assinalar que é “falso e calunioso”. E, portanto, “se for como o que está lá (neste parágrafo), é tudo mentira”. Artur Rodrigues fala ainda de um “parecer redundante” que aponta para a denúncia junto dos organismos da tutela, o mesmo que os responsáveis pela carta haviam dado indicação de que iriam fazer.

No meio da discussão que levou à troca de críticas e a ânimos exaltados, o vereador Rui Anastácio (Coligação PPD/PSD-CDS-PP) salientou que “estou absolutamente isento neste processo”. E “convivo mal com cartas anónimas, são exercício de cobardia”. Anunciou que iria votar favoravelmente, inicialmente, mas ausentou-se da sala aquando da votação.

Hugo Santarém (PS) realça que o parecer jurídico analisa a “gravidade dos factos”, diz que “não dever ignorada” e a Câmara de Alcanena “deve deliberar uma denúncia”. Anuncia o vota favorável e explica que assunto não esteve antes na agenda de trabalhos antes porque a presidente da Câmara reuniu com o presidente da direcção da instituição na última semana de julho.

Luís Pires acusou Artur Rodrigues de não querer esclarecer a verdade e defendeu que encaminhar o processo para o Ministério Público é entregar o caso às “pessoas competentes” para “descobrir a verdade”.

Artur Rodrigues e Rui Anastácio criticaram o executivo socialista pela “gestão” política do caso, tendo em conta o período eleitoral. “Apuramento da verdade é indiscutível, achincalhamento político é que não”, defende Artur Rodrigues.

“A vossa preocupação são os timings políticos, acho que é uma desonestidade. O que aqui está é bem mais grave”, contrapôs vice-presidente da Câmara, Maria João Gomez (PS).

Alexandre Pires (Coligação PPD/PSD-CDS-PP) manifestou a sua “incapacidade” para analisar um parecer deste tipo e votou contra o envio da carta anónima para as instâncias indicadas.

“As pessoas nem tiveram a hombridade de assinar”, defendeu o vereador sem pelouro, apontando que esses mesmos queixosos poderiam faze-lo, em sede própria, isto é, na instituição. Manifestou ainda o seu “melindre” por “colocarmos o município a interferir num processo melindroso”.

O parecer jurídico refere que, “a ser verdade”, o que consta da denúncia, confere a “prática de vários crimes”. E aconselha à votação de uma proposta em reunião de Câmara que leve à denúncia ao Ministério Público e à Inspecção da Segurança Social do caso que conheceram por via de uma carta anónima.

O envio da carta anónima para o Ministério Público e para a Inspeção da Segurança Social foi aprovado com os votos contra de Artur Rodrigues e Alexandre Pires. Rui Anastácio tinha-se ausentado da sala.

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