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Sábado, Maio 8, 2021

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Alcanena | Câmara Municipal lembrou desaparecimento de Maria da Conceição Moita

A Câmara Municipal de Alcanena aprovou, por unanimidade, em reunião de executivo, um voto de reconhecimento e pesar em homenagem a Maria da Conceição Vítor Moita. Falecida a 30 de março, aos 83 anos, a alcanenense foi uma figura da resistência ao Estado Novo pelo movimento cristão e da luta pelos direitos das mulheres.

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Maria da Conceição Vítor Moita nasceu a 5 de abril de 1937, em Alcanena, onde viveu até aos 10 anos de idade. Após ter concluído o ensino primário, mudou-se para Lisboa, com a avó materna e o irmão mais velho, adianta uma informação do município.

Educadora de Infância de formação, trabalhou na Casa Pia de Lisboa, onde chegou a ser Diretora Pedagógica e, depois, também na educação de adultos e animação comunitária. Envolveu-se ainda na formação de professores e educadores na Escola Superior de Educação.

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Ainda adolescente, e paralelamente à formação escolar e académica, Maria da Conceição Moita envolveu-se na União Noelista, um movimento criado em França, no final do século XIX, que pretendia vincar o compromisso social e solidário das mulheres cristãs. No final da década de 60 integra a Associação “O Ninho”, onde participou em diversas iniciativas, e onde se debatiam questões sociais, como a prostituição e a relação do fenómeno com um sistema económico que explora pessoas mais fragilizadas.

Católica progressista, participou em diversas ações contra a ditadura e a Guerra Colonial e deu apoio logístico às Brigadas Revolucionárias, o que a levou a ser detida pela PIDE, em dezembro de 1973, quando se preparava para abandonar o país, tendo sido torturada, submetida a isolamento e mantida refém até ao dia 26 de abril de 1974, dia em que foi libertada.

No período pós 25 de Abril, Maria da Conceição Moita dinamizou os Cristãos Pelo Socialismo (CPS). Envolve-se nos Cristãos em Reflexão Permanente e no grupo do jornal Libertar e é uma das impulsionadoras das assembleias que levariam à realização do Encontro Nacional de Cristãos.

Ao longo da vida participou em várias publicações de cariz educacional, religioso e político, como sendo o livro “Para Uma Ética Situada dos Profissionais de Educação de Infância” (2012) ou nos três livros “Onde Moras?”, “A Quem Iremos?” e “Nascer de Novo”, resultado de um projeto para a renovação dos catecismos.

Na mesma reunião foi atribuído mais um voto de louvor a Elvira Fortunato pelos vários prémios recentemente recebidos.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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