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Segunda-feira, Outubro 25, 2021

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Alcanena | Câmara aprova Voto de Pesar pela morte de Rogério Venâncio

Na reunião pública do dia 1, a Câmara de Alcanena aprovou por unanimidade um Voto de Pesar e de Reconhecimento a Rogério Fernandes Venâncio, figura da vida cultural e associativa de Minde que morreu no dia 24 de setembro, com 99 anos.

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Na proposta apresentada pela presidente Fernanda Asseiceira destaca-se a “figura ímpar e inesquecível da Vila de Minde, do concelho de Alcanena e da região, um extraordinário promotor da cultura, do desporto e demais valores humanos e sociais”.

E para confirmar o valor desta figura, descreve-se os seus principais aspetos biográficos.

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Natural de Lisboa, Rogério Fernandes Venâncio nasceu a 7 de julho de 1919, fez os seus estudos nas Escolas Comerciais Rodrigues Sampaio e Patrício Prazeres, ingressando posteriormente no Instituto Comercial de Lisboa.

Veio viver para Minde a 25 de setembro de 1944, tendo casado a 29 de novembro do mesmo ano, com Maria Cristina Carmoega Garcia Costa, também de Lisboa.

Para além da sua longa carreira enquanto Técnico de Contas, profissão que desempenhou durante mais de 40 anos, foi ainda consultor em regime independente, durante quase 30 anos, nos mais variados setores da economia local.

Durante toda a sua vida manteve uma intensa participação na vida associativa local, sendo um dos principais impulsionadores, e sócio fundador, das principais associações que ainda hoje existem na freguesia de Minde, tendo também desempenhado vários cargos noutras instituições a nível regional.

Na freguesia de Minde, foi o responsável pela criação da Academia Recreativa Mindense, pela construção do Teatro, o qual recebeu o seu nome, como também pela criação do Grupo Desportivo Vitória Futebol Clube Mindense, do qual foi Presidente da Assembleia Geral durante mais de 20 anos.

Foi um dos principais impulsionadores para a criação do Museu Roque Gameiro, tendo contribuído largamente para a sua instalação e desenvolvimento.

Foi um dos fundadores da Associação de Bombeiros Voluntários de Minde, na qual desempenhou as funções de Presidente da Assembleia Geral durante largos anos.

Foi, durante mais de duas décadas, presidente da Assembleia Geral do Centro de Bem Estar Social de Minde.

Para além da sua prestação nas diversas associações locais, também se destacou enquanto Secretário da Junta de Freguesia de Minde, executivo responsável por alterar profundamente a Vila de Minde, através da beneficiação e alargamento das vias de comunicação, da criação das Instituições de Serviço Sanitário e pela reativação do Mercado Municipal.

Foi colaborador do Jornal de Minde de 1984 a 2014, tendo escrito várias centenas de crónicas ao longo destes cerca de 30 anos.

A Câmara Municipal, na sua reunião realizada em 28 de maio de 2012 e a Assembleia Municipal de Alcanena, na sessão de 28 de setembro de 2012, aprovaram a constituição da Comissão para as Comemorações do Centenário da Fundação do Concelho de Alcanena, da qual fez parte Rogério Venâncio, enquanto personalidade de mérito reconhecido.

A Câmara Municipal de Alcanena, a 8 de maio de 2014, na cerimónia realizada no âmbito das comemorações do 1.º Centenário da Fundação do Concelho de Alcanena, atribuiu a Rogério Venâncio, a Medalha de Mérito do Município de Alcanena – Grau Ouro – Personalidade de destaque na área cultural.

Atendendo ao imenso legado deixado através das suas crónicas publicadas no Jornal de Minde, e com o objetivo de mais uma vez valorizar e homenagear um homem que tanto deu ao concelho de Alcanena em geral, e à freguesia de Minde em particular, a Câmara Municipal de Alcanena promoveu a edição do livro “Crónicas de Rogério Venâncio”, obra que reuniu cerca de 90 crónicas, cuja apresentação decorreu em Minde, no dia 24 de fevereiro de 2018, juntando ali alguns familiares e dezenas de amigos.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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