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Quarta-feira, Outubro 20, 2021

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Alcanena | “Brass It”, vem aí um novo Festival dedicado à música de rua (c/vídeo)

A associação mindense Improviso Divergente leva a cabo este ano, entre os dias 28 e 29 de setembro, a primeira edição do “Brass It”, um festival dedicado em exclusivo à música de rua, com géneros que vão do old jazz (dixieland) ao funk e à música balcã. A iniciativa vai correr as ruas do concelho de Alcanena, Porto de Mós e Torres Novas, com street food a acompanhar os espetáculos principais em Minde, e escolas de primeiro ciclo da região. A entrada é livre, sendo que o programa conta com a presença dos Artista del Gremio, pela primeira vez a atuar no país.

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Era um projeto que a Improviso Divergente acarinhava há algum tempo e que finalmente vai ver a luz do dia, com a presença de 10 bandas, uma das quais espanhola, e dois dias de animação musical que vão um correr um pouco da região. Este Festival de música de rua pretende ir ao encontro dos congéneres internacionais, nos quais a banda da associação, os Xaral’s Dixie, tem participado nos últimos anos.

O nome “Brass It”, conforme explica o porta-voz, Pedro Félix, ao mediotejo.net está relacionado com o tipo de bandas que compõem este festival: as bandas de braço. De instrumentos “às costas”, percorrem as ruas das localidades tocando a sua música. É este o modelo que vai ter o seu palco principal em Minde com este Festival, contando com a participação dos espanhóis Artistas del Gremio, “uma das maiores bandas europeias” do género.

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Imagem Oficial do evento Foto: Improviso Divergente

O programa decorre dia 28 na Fábrica da Cultura, a partir das 21h30, e dia 29 no Largo do Coreto, a partir das 10h00, ambos em Minde. A acompanhar os 12 concertos vão estar algumas carrinhas de street food, cuja presença é integrada no evento. Decorre ainda um workshop de fotografia, cuja parte prática implica fotografar o próprio festival.

Mediante protocolos estabelecidos com os municípios de Porto de Mós e Torres Novas, algumas das bandas farão espetáculos para as escolas de 1º ciclo dos dois concelhos na sexta-feira, dia 28. “Tentamos chegar às gerações mais jovens, até porque os estilos de música se enquadram”, explica Pedro Félix, frisando a componente pedagógica de que se reveste o festival. Acresce a circulação das bandas pelas ruas de algumas freguesias durante os dias de Festival: Alcanena, Serra de Santo António, Monsanto, Minde, Porto de Mós e Torres Novas.

O programa conta ainda com parcerias com o CAORG – Centro de Artes e Ofícios Roque Gameiro e a Sociedade Musical Mindense. “Queremos que as associações sintam que fazem parte do evento desde o seu início, para que tenha sucesso”, afirma.

“Queremos criar uma imagem jovem, apelativa, mas também profissional”, salienta Pedro Félix, que não esconde a ambição do evento poder crescer. “Estamos a falar de uma centena de músicos” e uma dezena de agrupamentos musicais envolvidos já nesta primeira edição, não existindo porém ainda condições para levar as bandas a mais locais da região, dado a logística que tal envolveria.  Mas “é uma espetáculo diferente, que não se faz em muitos sítios em Portugal”, constata.

“Todas as bandas tocam de forma acústica, não há palcos, não há camiões, não há equipas de som. Toca-se ao vivo, com empatia para com o público”, explica. “Queremos manter o Festival na região e queremos trazer pessoas a Minde. Temos como objetivo trazer todos os anos uma banda internacional que faça um espetáculo diferente, o que em Portugal ainda não acontece”, continua. “Um dos nosso motes é que as bandas se sintam como se estivessem em casa, com conforto e empatia, para que queiram voltar”.

A Improviso Divergente deixa ainda um desafio: que as bandas filarmónicas da zona se associem ao projeto e surjam no sábado, dia 29, junto ao Coreto de Minde e toquem com as bandas presentes (podem pedir as pautas com antecedência). Pelas ruas do concelho de Alcanena vão tocar bandas de Évora, Lisboa, Cartaxo, Albergaria e Lavre, para além da já mencionada banda espanhola. Todos estes grupos têm um estilo musical diferente, desde o dixieland ao funk, passando pelo pop e pela música balcã. Os concertos vão alternando em estilo musical ao longo dos dois dias.

Na sexta-feira, dia 28, na Fábrica da Cultura, tocam a partir das 21h30: Orquestra Juvenil da Sociedade Musical Mindense, Combo de Jazz, Mimo’s Dixie Band, Artistas del Gremio e Alta Cena, por esta ordem, com o último concerto à 01h00. No sábado, dia 29, há música para bebés pelas 10h00 já no Largo do Coreto. Segue pelas 16h00, com sequências de uma hora, Orquestra de Sopros do CAORG, Splash It – Grupo de Percussão, Sevendixie, Fanfarra Bizarra, Artistas del Gremio e Kalimotxo Orkestar.

A entrada é livre.

 

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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