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Quinta-feira, Outubro 21, 2021

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Alcanena | Bebés. Eles continuam a nascer…

Na terça-feira, 4 de abril, a Câmara de Alcanena entregou mais 11 cabazes Bebé-Feliz, uma medida de impulso à natalidade lançada em 2016 e que, garante a presidente do município, Fernanda Asseiceira, é para manter. Até ao momento foram entregues 106 cabazes: 22 em 2017 e 84 em 2016. O orçamento para esta medida foi aumentado em meados do ano passado (encontra-se nos 50 mil euros) e prevê-se sensivelmente o mesmo número de nascimentos este ano. Depois de anos de queda populacional, a taxa da natalidade parece estar a estagnar por Alcanena.

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Fraldas, biberões, cadeirinhas, nove meninas e dois meninos, alguns com poucos dias, pais, mães, avós e irmãos mais novos ainda a adaptarem-se à presença de um novo membro na família. Curiosamente, bastante silêncio, situação que tem sido comum à maioria das entregas de cabazes Bebé Feliz no último ano e meio e que Fernanda Asseiceira salienta. “É com todo o gosto que a Câmara Municipal de Alcanena” realiza este projeto, refere. Ideia pensada em muitos municípios pelo país, mas que em Alcanena não se concretizou num cheque, mas num cabaz com um conjunto de bens necessários a recém-nascidos, no valor de 500 euros. “Nunca fomos favoráveis a esse modelo. Optámos pelo valor de 500 euros à escolha das famílias”, explica a presidente.

Vários dos recém-nascidos da entrega de cabazes de 4 de abril tinham irmãos na casa dos 10 anos. Foto: mediotejo.net

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“O que é importante neste projeto é que vamos acompanhando de forma objetiva as famílias”, frisaria a autarca depois da entrega dos cabazes ao mediotejo.net.”Antes deste projeto não tínhamos esse conhecimento”, nomeadamente quem eram os pais, as mães, as crianças. “Aqui vemos os rostos”, o que permite ir acompanhando a evolução dos núcleos familiares.

“A rúbrica vai sendo reforçada consoante o número de nascimento”, explicou Fernanda Asseiceira, garantindo que o projeto é para ir mantendo. Em 2016 o montante em orçamento era de 20 mil euros para os cabazes Bebé Feliz, tendo-se aumentado posteriormente para 50 mil, dado o elevado número de nascimentos.

Mas será que nasceram assim tantos bebés em 2016? Tendo em conta os números dos últimos 15 anos, os dados preliminares do cabaz Bebé Feliz mostram alguma estagnação neste área.

O mediotejo.net pediu os dados estatísticos ao município, que demonstram uma descida gradual, embora lenta, ano após ano, do número de recém-nascidos: se em 2001 se registaram 123 bebés, em 2015 nasceram apenas 88. Não há dados de 2016, mas foram entregues 84 cabazes Bebé-Feliz nessa ano e os serviços municipais esperam entregar o mesmo número em 2017.

Alcanena registou uma diminuição significativa na Taxa Bruta de Natalidade (número de bebés nascidos por cada mil residentes) entre 1981 e 2001 (de 13,1 para 8,4), registando depois a diminuição mais lenta já mencionada. Em 2015 a taxa concentrava-se nos 6,6 (queda abrupta dos 7,5 em relação ao ano anterior), o que coloca Alcanena sensivelmente acima da média do Médio Tejo, que se encontra nos 6,4 (Entroncamento vai à frente com 8,9 e Mação no fim, com 3,6).

Segundo os dados do Pordata, no final de 2015 residiam no concelho de Alcanena 13.199 pessoas. Em 2010, por exemplo, eram 13.889 e em 2001 contavam-se 14.548 pessoas.

Os serviços municipais referem que “em 2014, o concelho de Alcanena possuía uma Densidade Populacional de 104,8. A evolução da densidade populacional do concelho é bastante semelhante ao que se observa ao nível nacional, apesar de se denotar um decréscimo na mesma ao longo dos anos. Realça-se que, apesar da referida descida, a densidade populacional do concelho é superior à média do que se observa ao nível dos concelhos do Médio Tejo”. Ainda assim, entre 2001 e 2013, à semelhança da região, houve um “decréscimo significativo da população residente”.

As razões deste cenário são também comuns ao resto do país. O aumento da emigração e a redução da imigração, assim como uma taxa de natalidade reduzida, não permitem alterações significativas no quadro etário da população do concelho de Alcanena.

 

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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