Apoie o jornalismo que fazemos,
junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Sábado, Outubro 16, 2021

Apoie o jornalismo que fazemos, junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Alcanena | Autoridades imputam descarga poluente no Alviela à Aquanena (c/áudio)

A empresa de Alcanena que foi identificada pela GNR na sequência de uma descarga poluente para o rio Alviela, detetada em Pernes em março, foi afinal a própria empresa municipal Aquanena, segundo a GNR. As acusações foram confirmadas em reunião de executivo pela presidente da Câmara tendo a autarca afirmado ser com “estupefação” que recebeu a informação que a empresa em causa era a empresa municipal, situação que considera não estar a ser “rigorosa” e que justifiquem acusações desta natureza.

- Publicidade -

A presidente da Câmara, Fernanda Asseiceira (PS), admitiu na reunião camarária de 5 de abril ter tido conhecimento da imputação do sucedido à Aquanena pelo SEPNA, tendo a própria admitido ter sido surpreendida pela informação. A autarca alertou, porém, para algumas irregularidades e muitas dúvidas no processo e se terá sido mesmo aquela empresa a causadora da descarga poluente no rio Alviela.

ÁUDIO | Fernanda Asseiceira, presidente CM Alcanena:

- Publicidade -

No seguimento de uma denúncia e após diligências policiais, os militares da Guarda detetaram a 24 de março “uma descarga de águas degradadas diretamente para linhas de água do Rio Alviela, tendo o seu início no concelho de Alcanena”, referia uma nota de imprensa da GNR enviada à redação do mediotejo.net.

“No decorrer da ação foi identificada a empresa infratora, tendo sido elaborado um auto de contraordenação ambiental, cuja coima pode ascender aos 144 000 euros, tendo sido remetido à Inspeção Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (IGAMAOT)”, concluiu.

Em sessão camarária, a vereadora dos Cidadãos por Alcanena, Maria João Rodolfo, interpelou o executivo socialista sobre o sucedido, que diligências tomara e se a empresa em questão estava licenciada e ligada aos coletores.

Começando por classificar toda a situação como “muito desagradável”, Fernanda Asseiceira respondeu que tomou conhecimento da notícia pelas redes sociais e que procurou informar-se sobre o sucedido, tendo sabido junto da GNR que se tratava da AQUANENA. “Realmente foi de grande estupefação que tivemos conhecimento por esta via de uma situação destas”, comentou.

A AQUANENA entretanto realizou uma reunião com a GNR dia 30. “Foi transmitido que a situação comunicada ao IGAMAOT nesta semana (…) tinha a ver com as ocorrências que se tinham verificado no concelho no dia 5 de março”, adiantou. Nessa data, confirmou, a GNR esteve no concelho, mas “não foi comprovado no local que a AQUANENA estivesse em incumprimento”, estando a rejeitar para a ribeira do Carvalho (para onde a ETAR rejeita normalmente).

Face a todo o histórico apresentado, Fernanda Asseiceira interrogou-se como se acabara por enviar ao IGAMAOT esta informação “sem as devidas provas”, lembrando que nos dias anteriores ao 5 de março houvera um incêndio numa fábrica de químicos do concelho que também causara alguns incidentes de natureza ambiental, já conhecidos.

Foi assim pedido um relatório que relatasse “de forma exaustiva todo o que aconteceu no dia 5 de março”, incluindo informação sobre o incêndio de 4 de março, para remeter ao IGAMAOT.

Fernanda Asseiceira concluiu considerando que a avaliação deste caso pela GNR não está a ser “rigorosa”.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

- Publicidade -
- Publicidade -

DEIXE UMA RESPOSTA

Faça o seu comentário, por favor!
O seu nome