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Domingo, Setembro 19, 2021

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Alcanena | Artur Rodrigues anuncia retirada política nos 103 anos do município

Numa cerimónia solene que conseguiu reunir tensão política e alguma comoção por figuras homenageadas, o concelho de Alcanena celebrou na segunda-feira, 8 de maio, os 103 anos da sua formação como concelho. A ausência da presidente, Fernanda Asseiceira, novamente por motivos familiares, foi lembrada por vários dos presentes. O destaque pendeu sobre o vereador do ICA, Artur Rodrigues, que no seu discurso teceu duras críticas à gestão PS do município. “Este ano não serei candidato”, acabaria por admitir.

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Depois de, durante a manhã, ter decorrido a homenagem aos fundadores do concelho e a romagem ao cemitério para homenagear os presidentes de Câmara já falecidos, a sessão solene dos 103 anos do município decorreu durante a tarde. Nos discursos intervieram todas as forças políticas do concelho, com excepção do PSD-CDS, para além do presidente da assembleia municipal, Silvestre Pereira. Este último apelou ao regresso do debate sobre a reorganização administrativa às freguesias, para que as populações se possam pronunciar e encontrar consensos.

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Num discurso onde não faltaram as críticas à gestão PS, Artur Rodrigues falou em demagogia e em propaganda, criticando o dia escolhido, a uma segunda-feira à tarde, para celebrar os 103 anos do município. “Neste segundo mandato, fora a obra dos colectores, pouco se fez”, constatou, resumindo a gestão socialista a “festas, fotografias” e “manipulação informativa”. “Exigia-se que a assembleia municipal fosse mais que uma caixa de ressonância da maioria”, afirmou.

Enumerando projetos que ficaram por concretizar e criticando a falta de pluralismo, acabaria por adiantar que “este ano não serei candidato”. Ao mediotejo.net o autarca esclareceu que efetivamente não se recandidata pelo ICA, os independentes, não havendo neste momento nenhuma alternativa enquanto cabeça de lista do grupo. “Vou terminar o meu mandato, mas não abandono o barco. Estou aí como cidadão”, afirmou. “Serei um cidadão ativo, atento e interveniente”.

As fortes críticas de Artur Rodrigues foram contestadas por Hugo Santarém, em representação do PS, e por Maria João Gomez, enquanto vice-presidente. A autarca lamentou a posição de Artur Rodrigues, frisando uma “interpretação que não corresponde à realidade” e que desvaloriza o trabalho realizado pelo executivo. Enumeraria assim as várias obras (centro escolar de Alcanena, mercado municipal, praça de táxis, saneamento, etc) que ficaram projetadas em 2016 e que aguardam apenas os fundos comunitários. “Não são anúncios nem propaganda”, frisou, lembrando a dívida encontrada em 2009, de cerca de 20 milhões, e que hoje se encontra nos 9 milhões.

Já Hugo Santarém tornou a apelar ao regresso do debate sobre as freguesias às populações. “Respeitando a vontade das populações, a justiça será feita”, referiu.

A sessão encerrou com quatro homenagens, a professores aposentados (Cândido Marques, Luís Damião e Maria Moço) e à Federação do Folclore Português. A homenagem a Maria Moço, falecida há poucos meses, resultou num momento mais emotivo entre os presentes, recebendo a medalha de mérito, grau prata, o seu marido.

 

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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