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Sábado, Maio 8, 2021

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Alcanena | AQUANENA vai contestar com novas provas queixa da GNR sobre poluição no Alviela

A empresa municipal AQUANENA está a preparar uma contestação à queixa da GNR ao IGAMAOT – Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território sobre o caso do suposto episódio de poluição no Alviela ocorrido em março. Há novas evidências, refere a instituição em nota de imprensa, que atestam que o episódio foi mal conduzido pelas autoridades.

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A informação surge na sequência dos esclarecimentos já prestados pela presidente da Câmara de Alcanena, Fernanda Asseiceira, na reunião camarária de 5 de abril. A GNR imputou a descarga poluente no rio Alviela detetada a 24 de março à empresa municipal AQUANENA, tendo feito nota de imprensa dessa notificação (sem identificar na ocasião a empresa), com respetiva informação ao IGAMAOT.

Em comunicado de imprensa agora divulgado, a AQUANENA refere que foi através da comunicação social que tomou conhecido do auto de notícia de contraordenação ambiental, por alegada descarga ilegal de “águas degradadas” no rio Alviela com origem no concelho de Alcanena.

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“Não tendo tido a AQUANENA o registo de qualquer ocorrência anómala na semana desta notícia, nem em semanas anteriores, a Administração solicitou informação junto da GNR de Alcanena e foi então informada de que o respetivo auto era contra a própria empresa AQUANENA”, adianta.

Na sequência do sucedido, o conselho de administração da AQUANENA realizou a 30 de março uma reunião com o Comando Territorial da GNR de Santarém. Aqui foi informado que a queixa enviada ao IGAMAOT a 24 de março dizia respeito a factos “alegadamente ocorridos no dia 5 de março”.

“Efetivamente, no dia 5 de março, a equipa técnica da AQUANENA acompanhou a deslocação à ETAR de Alcanena de dois elementos da Equipa de Proteção da Natureza (EPNA) da GNR, que conduziam uma investigação às causas da presença de espuma no rio Alviela, na localidade de Pernes”, explica a instituição.

“A AQUANENA comunicou aos elementos da EPNA quais tinham sido as diligências já encetadas, por sua iniciativa própria, logo que recebeu o alerta da presença de espuma no rio Alviela e ainda antes da presença dos elementos da EPNA”, continua.

Segundo a AQUANENA, uma equipa técnica já percorrera vários troços do rio Alviela, incluindo as nascentes dos Olhos de Água e a Ribeira de Amiais, e também da Ribeira do Carvalho, a montante e a jusante da ETAR. Foi feito registo fotográfico e visual da presença de espuma, incluindo na Nascente dos Olhos de Água e na própria Ribeira de Amiais.

Foram também recolhidas pela AQUANENA várias amostras do efluente tratado à saída da ETAR, amostras em vários pontos do Rio Alviela, amostras na Ribeira de Amiais e Nascente dos Olhos de Água do Alviela, e amostras na Ribeira do Carvalho (a jusante e a montante da ETAR), afluente do Alviela para onde diariamente é rejeitado o efluente tratado, proveniente da ETAR.

Foi ainda recolhida, continua, uma amostra na ribeira do Vale da Teiça, um curso de água que fica junto à unidade de produção de químicos (Prodyalca) que tinha sofrido um incêndio no dia anterior, a 4 de março, e no qual foi utilizada uma grande quantidade de agente espumífero para o seu combate.

Após a diligência da GNR, “ficou acordado entre as partes que a AQUANENA iria enviar à EPNA os resultados das análises às amostras que tinha recolhido e que iriam ser enviadas para processamento em laboratório externo”, refere, tendo acrescentado que, “neste mesmo dia, a equipa da AQUANENA não teve conhecimento de qualquer amostra recolhida pelos elementos da EPNA”.

“Ainda nesse dia, a AQUANENA informou a EPNA, por correio eletrónico, da presença de espuma no rio Alviela, desde a sua nascente, com proveniência detetada da Ribeira de Amiais”, conclui.

Na mesma nota de imprensa, a AQUANENA refere já ter os resultados das amostras recolhidas e processadas em laboratório acreditado e externo à empresa. As conclusões são: “não foi identificada em nenhuma amostra a presença de agentes tensioativos aniónicos (detergentes) em concentrações superiores aos valores limite de emissão do parâmetro e com probabilidade de justificar a origem das espumas identificadas no rio Alviela e na localidade de Pernes”.

Neste sentido, a AQUANENA está a elaborar uma contestação à queixa, entretanto já na esfera da IGAMAOT, “para que seja revelada, de forma bastante exaustiva e clara, toda argumentação e quais são as eventuais evidências que sustentam esta queixa”.

“Esta situação, prejudica em muito todo o trabalho e o bom nome da AQUANENA na sua missão de colaborar na resolução dos problemas ambientais no concelho de Alcanena e também em toda a bacia hidrográfica do rio Alviela”, sublinha.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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