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Segunda-feira, Janeiro 24, 2022
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Alcanena aprova orçamento de 19.5 milhões com o Turismo a saltar para setor prioritário

“Entendemos que o turismo é uma área económica”, frisou o presidente da Câmara de Alcanena, Rui Anastácio, na aprovação das Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2022, lembrando ser intenção da sua equipa criar um geoparque na Serra de Aire e Candeeiros, tornando a mesma um “produto turístico”, à semelhança de outras serras nacionais, como o Gerês.

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Os documentos previsionais para o ano de 2022 foram aprovados por maioria, com abstenção do PS, na reunião camarária de 14 de dezembro. Os socialistas não concordaram com as alterações que a nova gestão municipal liderada por Rui Anastácio, dos Cidadãos por Alcanena, introduziu no documento, em muitos aspetos relacionadas com perspetivas diferentes sobre os assuntos públicos. O montante é de 19,5 milhões de euros.

Em termos gerais o documento, segundo a discussão desenvolvida, segue o programa de execução de obras deixado pelo anterior executivo PS (que perdeu as eleições de setembro), mas foram introduzidos várias intenções de desenvolvimento de novos projetos e reorganização de prioridades. O mais destacado foi a mudança da área do Turismo para o departamento da Economia e o facto da Solidariedade sofrer algumas alterações no modelo, tornando-se mais discreta e orientada por novos critérios. 

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“É um documento que já traduz algumas preocupações da nossa parte” e algumas opções do programa eleitoral, explicou o novo presidente, Rui Anastácio (Cidadãos por Alcanena – PSD/CDS/MPT), a quem coube finalizar este documento de gestão municipal ao fim do seu primeiro mês de mandato. Vão avançar um conjunto de planos de pormenor e o turismo sai da cultura para o departamento da economia, mudança que reflete a visão do atual executivo para o panorama económico do concelho.

“Entendemos que o turismo é uma área económica”, frisou o presidente, lembrando ser intenção da sua equipa criar um geoparque na Serra de Aire e Candeeiros, tornando a mesma um “produto turístico”, à semelhança de outras serras nacionais, como o Gerês.

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“O único produto que a nossa ver é vendável é o produto Aire e Candeeiros”, explicou Rui Anastácio, uma vez que agrega sobre si todo um conjunto de ofertas que, sozinhas, nunca conseguiram vingar como produtos. A ideia já está em marcha, adiantou, querendo Alcanena reforçar a sua presença na ADSAICA – Associação de Desenvolvimento das Serras de Aire e Candeeiros para concretizar este objetivo.

“2022 é um ano de projeto, de planificação”, frisou, referindo que também se quer avançar com o projeto estagnado da Fábrica da Cultura. Rui Anastácio manifestou também a sua preocupação com a colisão dos programas comunitários, que está a deixar os concursos desertos e a aumentar o preço das obras dada a grande variedade de ofertas para a escassa capacidade de projeto e execução. Constatou também que a descentralização de competências foi um “presente envenenado” que não veio acompanhado do devido pacote financeiro, sendo que os municípios provavelmente, nos próximos anos, vão limitar-se a uma gestão corrente das áreas que receberam.

A análise da oposição foi dirigida por Hugo Santarém (PS), que constatou que os documentos previsionais seguem o legado deixado pelo anterior executivo socialista, que esteve no poder 12 anos. Criticou assim alguma linguagem utilizada no documento, constatando que a anterior gestão deixou uma Câmara equilibrada e com condições de dar frutos.

Muitas das ideias do programa eleitoral dos Cidadãos por Alcanena já vêm no documento, constatou, no entanto não vêm com dotação orçamental, apenas como rúbricas de intenções. Santarém manifestou também a sua preocupação por vários programas sociais desaparecerem, não obstante Marlene Carvalho (Cidadãos por Alcanena) tenha garantido que os apoios sociais mantêm-se, apenas se vão tornar mais discretos.

O PS acabaria por abster-se, com Hugo Santarém a comentar que gostaria de ter tido mais tempo para analisar o documento, recebido no final da passada semana. 

A extensa análise de Hugo Santarém fez Rui Anastácio retomar a palavra, referindo que o papel da Câmara deve ser o de “facilitador” e que já recebeu empresários que estavam há um ano a tentar reunir com a anterior presidente.

No âmbito do debate, ficou exposto que Rui Anastácio pretende focar-se numa aproximação ao setor empresarial, não tanto dos curtumes mas de outros setores de atividade, mais ligados ao turismo e à dinâmica económica, nomeadamente a logística. 

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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