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Quarta-feira, Dezembro 1, 2021

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Alcanena | António Lúcio Vieira homenageado com dois votos de pesar

A Câmara Municipal de Alcanena deliberou, por unanimidade, na reunião de segunda-feira, 15 de junho, a atribuição de um voto de pesar em homenagem ao poeta alcanenense António Lúcio Coutinho Vieira, falecido a 4 de junho de 2020, aos 78 anos de idade. A 5 de junho, em Assembleia Municipal, já havia sido aprovado um voto, proposto pelos Cidadãos por Alcanena.

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No voto aprovado pelo executivo é referido que António Lúcio nasceu em Alcanena, a 24 de janeiro de 1942, mas cedo se mudou para Torres Novas, tendo dedicado parte da sua vida à cultura e às artes, como jornalista, poeta, escritor, dramaturgo, encenador e investigador.

Após os estudos académicos concluiu, anos mais tarde, um curso intensivo no Centro de Estudos Psicotécnicos, de Lisboa, e outro, de Relações Públicas, no INNP – Instituto Nacional das Novas Profissões.

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Foi responsável, ao longo de vários anos, pelo Departamento de Comunicação e Relações Públicas da ex-Rodoviária Nacional.

Ocupou o cargo de Vice-presidente do Cineclube de Torres Novas, o de diretor-encenador para as áreas de Teatro do Centro de Juventude e, posteriormente, da Casa de Cultura de Torres Novas.

Fundou e dirigiu o Grupo de Jograis da USTN – União dos Sindicatos de Torres Novas, o Grupo Cénico Claras, o TET-Teatro Experimental Torrejano e o Teatro Estúdio, nos quais, ao longo de vários anos, encenou textos de autores portugueses e estrangeiros.

Das várias montagens que assinou, destaca-se a estreia universal da obra do torrejano Jerónimo Ribeiro, “Auto do Físico” (séc. XVI), uma arrojada versão da “Antígona”, de Sófocles, e a célebre farsa de Luís de Sttau Monteiro, “A Guerra Santa”, que haveria de marcar politicamente, em Portugal, o Verão de 1977.

Adaptou obras teatrais, clássicas e contemporâneas e é autor de vários originais de teatro, alguns para o público infanto-juvenil.

Iniciou, na SPA – Sociedade Portuguesa de Autores, da qual é membro, as 1ªs Jornadas de Interpretação Teatral. A sua peça “Aldeiabrava” (1982) viria a ser escolhida pela Sociedade Portuguesa de Autores, para representar o teatro português numa mostra de livros portugueses em Moscovo.

É autor de várias obras dramatúrgicas, nomeadamente: “A Flor Mágica do Sábio Constelação” e “A Ilha das Maravilhas” – ambas destinadas ao público infanto-juvenil – “O Vértice”, “Aldeiabrava”, “Ou a Odisseia”, “A 7ª Guerra Mundial”, “SOS-Sistema Otimizado de Saúde” e o monólogo “Eu, Sofredor Me Confesso” e, mais recentemente, a coletânea de pequenas peças “Pequeno Teatro Académico”.

Em 1979, o álbum “Amigos, Amigos”, de Paco Bandeira, onde Lúcio Vieira surge como autor de oito das doze letras, classifica-se em terceiro lugar nacional.

Foi Chefe de Redação do semanário “O Almonda”, publicou reportagens na revista “Domingo Magazine”, no diário “Correio da Manhã” e colaborou, ao longo dos anos, com vários jornais regionais, em Portugal e no Brasil.

Foi Diretor de Estação, Diretor de Programas e Realizador, em várias estações regionais de rádio. Colaborou, na Antena 1, com Paulo Medeiros.

Vencedor de vários festivais de canção de âmbito regional, obteve o 2º Lugar no Festival Nacional da Canção de Leiria (1987). Possui prémios de rádio (programa Auditório – RCL) e de teatro: “Aldeia brava” viria a obter o 2 lugar, ex-aequo, no Concurso Nacional da ATADT – Associação Técnica e Artística de Descentralização Teatral (Portugal), vencendo o Festival de Teatro Português de Toronto (Canadá) em 1990.

António Lúcio Vieira foi distinguido, em 1997, com os diplomas de Mérito e de Louvor, pela Casa do Ribatejo, em Lisboa.

Em 2017, conquistou o 1.º prémio do Prémio Literário do Médio Tejo com o seu livro “25 Poemas de Dores e Amores”.

Por fim, recorda o município, em 2015 a Câmara de Alcanena atribuiu-lhe a medalha de mérito do município – grau ouro – personalidade de destaque na área cultural.

Em reunião de câmara seguiu-se um minuto de silêncio.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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