Alcanena a Ler: O concurso que estimula o gosto pelos livros (c/vídeo)

O “Alcanena a Ler” juntou novamente cerca de uma centena de crianças e jovens, do 3º ao 9º ano, no Cineteatro São Pedro, no intuito de estimular o gosto pela leitura. De Ondjaki a Alexandre Parafita, os autores escolhidos variaram, assim como a responsabilidade colocada no desafio.

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Se entre os mais novos a lição ia bem estudada e eram necessárias provas de leitura para se decidir o primeiro lugar, a exigência foi diminuindo com o grau de ensino em competição e muitos erros às primeiras questões sobre a história escolhida. Ler um livro até ao fim não é fácil com o avançar da idade, os textos complicam e há outras distrações a testar a atenção de um jovem. Mas também as narrativas foram preparadas de forma diferente: umas em aula, outras a cargo dos próprios alunos. Algumas já foram adaptadas a filme, mas conseguiu-se resistir ao facilitismo.

Após um conjunto de 30 questões sobre um livro, os resistentes tinham que competir numa prova de leitura. foto mediotejo.net
Após um conjunto de 30 questões sobre um livro, os resistentes tinham que competir numa prova de leitura. Foto mediotejo.net

“Os interesses das pessoas não estão muito ligados à leitura, não têm as prioridades certas”, comentou Lara Farinha, 15 anos, vencedora do 9º ano com o livro “O Rapaz do Pijama às Riscas”, sobre a razão porque os jovens não leem. No seu grupo não chegou a haver prova oral, com todos os concorrentes as serem eliminados antes de ter terminado o leque de 30 perguntas. Surpreendida mas contente, confessou ao mediotejo.net que terminou de ler o livro já na plateia, aguardando pela sua vez, não tendo chegado sequer a ver o filme.

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Já as jovens Cátia Salgueiro (vencedora do 3º ano) e Erica Santos (vencedora do 4º ano) leram os livros em aula e repetidamente. Tímida, e sem elaborar muito as suas respostas, Cátia Salgueiro chegou à prova oral de leitura com mais três colegas, destacando-se pelo modo preciso e clareza, sem gaguejar, com que leu um excerto do livro “Memórias de um Cavalinho de Pau”, de Alexandre Parafita.

Ainda se lia na plateia minutos antes da competição. foto mediotejo.net
Ainda se lia na plateia minutos antes da competição. Foto mediotejo.net

Para a vice-presidente da Câmara de Alcanena, Maria João Gomez, esta forma de estar dos alunos é normal, sobretudo em apresentações públicas como foi o Alcanena a Ler. “Isto faz parte da evolução e da ordem natural dos nossos alunos”, reconheceu, ”os mais novos têm sempre uma forma de estar responsável, não deixam créditos por mãos alheias, dedicam-se à leitura”, o que noutras idades é levado com mais “leveza”. “E é isso que queremos colmatar”, frisou.

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A iniciativa está integrada no plano anual de atividades da Biblioteca Escolar, por forma a promover hábitos de leitura e do livro. Há várias iniciativas ao longo do ano, inclusive com escritores, que culminam no Cineteatro São Pedro com esta prova de leitura.

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