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Alcanena | A escola e as inquietações de Laborinho Lúcio (C/VIDEO)

Ministro da Justiça aquando o Governo de Cavaco Silva (1987-1995), o juiz e escritor Álvaro Laborinho Lúcio esteve em Alcanena, no Centro de Ciência Viva do Alviela, na apresentação de um documentário em torno do seu pensamento em matéria de Educação.

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Na quarta-feira, 25 de janeiro, os presentes tiveram oportunidade de ver “Revoada” e falar diretamente com o magistrado, que defende que a capacidade de pensar foi retirada do ensino, preocupado apenas em transmitir conteúdos, e que não consegue integrar os alunos que não se adaptam ao sistema. “O pragmatismo tornou-se uma ideologia”, constatou.

Álvaro Laborinho Lúcio fala do pensamento e a educação no Centro de Ciência Viva do Alviela

Publicado por mediotejo.net em Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2017

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A apresentação do documentário “Revoada” foi uma iniciativa do Materiais Diversos, que trouxe ao Centro de Ciência Viva do Alviela o resultado do projeto “Derivas, o que pode a Arte, o que pode o pensamento”, da Circular Associação Cultural, que reuniu vários inteletuais em torno do tema, seguindo depois para a elaboração de documentários. O de Álvaro Laborinho Lúcio foi o primeiro, focado na questão do pensamento, das convicções em democracia e do papel da escola, em particular do ensino público, na formação de cidadãos.

Irreverente mas consciente, Álvaro Laborinho Lúcio criticou o ensino sem aprendizagem e a importância do pensamento para a elaboração de um sistema educativo mais voltado para os alunos. “O que trago é um conjunto de inquietações”, confessou após o visionamento do filme, da realização de Eva Ângelo e produção de Magda Henriques. “Vivemos num tempo cheio de respostas e deixámos de fazer perguntas”, constatou.

Interpelado pela vice-presidente da autarquia de Alcanena, Maria João Gomez, sobre os problemas na discussão de determinados temas de integração com as escolas, o magistrado mostrou-se satisfeito por ver essas preocupações numa autarca. “Uma boa educação dá-se em qualquer lado”, frisou, querendo salientar que não são as escolas com excelentes condições que potenciam  melhor a aprendizagem.

Frisava assim o que já afirmara anteriormente, elogiando o modelo de ensino, com a eliminação de exames nacionais, do atual Governo, mas afirmando que é preciso ir resolvendo os outros problemas, caminhando-se no sentido da concretização de objetivos.

“O modelo atual é um excelente modelo para os maus professores”, referira. “É preciso refletir sobre isto, para irmos progressivamente mudando”.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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