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Sábado, Julho 24, 2021

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“Alberto Carneiro”, por Massimo Esposito

Alberto Carneiro é/era um artista plástico e escultor português que morreu há poucos dias atrás. Ele era pouco conhecido, certamente pouco divulgado. E eu nem tinha ouvido falar dele. Ficou mais conhecido depois de realizar uma exposição em Serralves.

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Nasceu em 1937 no Minho. Em 1961, inscreveuse no curso de escultura da ESBAP, que terminou em 1967. No ano seguinte parte para Londres como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian para frequentar a Saint Martin’s School of Art, onde é aluno de Anthony Caro e Philip King.

Ali conhece as novas tendências artísticas emergentes como a arte minimal e concetual britânicas. Desenvolveu assim projetos inovadores para o contexto português, entre os quais “O canavial: memória metamorfose de um corpo ausente” (1968) e “Uma floresta para os teus sonhos” (1970), onde se aproxima da Land Art.

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E aqui vem a razão do meu artigo. não sou escultor, apesar de ter frequentado 4 anos o curso de escultura no Liceo Artistico de Ravenna. 2º É mesmo a obra “canavial“ que me despertou a curiosidade, fui ver o vídeo, li algumas entrevistas mas devo dizer a verdade , não fiquei “fan” do Alberto Carneiro.

Ele diz que a sua visão antropológica da criatividade artística combina-se com uma aproximação às filosofias orientais da essência e da natureza (budismo zen, tantrismo) e levam-no a elaborar o Manifesto de Arte Ecológica  que repudia o dualismo ocidental sensualidade/espiritualidade e promove a reabilitação das coisas mais simples no significar da comunicação estética” , belas palavras eh?

Eu penso que um escultor deve “moldar a matéria (barro, pedra, madeira e muitíssimas outras) para mostrar, através da sua habilidade técnica e artística, a sua ideia.

Acho que meter canas num museu e convidar os visitantes a passar –lhe no meio não é a ideia que tenho (e não só eu, claro) de escultura.

Arvores penduradas ao contrário que se refletem em espelhos no chão, ou uma serie de troncos no meio duma sala, não me convencem como ”escultura”…que me perdoem os “grandes críticos de Arte”.

Sobretudo é contraditório achar que a obra de A. Carneiro é escultura e aceitar que também são esculturas no que diz o dicionário português: “Arte de modelagem, escultura ou esculpir;  fundição que em forma das obras dos escultores feitas pela mão. Arte de submeter o material de argila, madeira, pedra, etc.,com a finalidade de encarnar, imitando originalmente para os seres vivos, as realidades do espírito ou do pensamento”.

Não quero minimizar ou contrariar a obra do defunto, mas sim apelar aos “grandes críticos de Arte” que desenvolvam outras definições para estes  artistas como: entretainer artístico, decorador de museus, mestre de happening …mas não misturar as coisas, talvez algum escultor possa ficar aborrecido ou ‘entrunfado’, quem sabe?

Podemme criticar, não há problema porque estou acostumado, mas talvez seja mesmo assim e muitos não dizem nada porque não querem ferir sensibilidades, mas…por favor… escultura é escultura!

e…mais uma coisa…porque é que a televisão se lembrou deste artista só depois da sua morte?

 

Pintor Italiano, licenciado em Arte e com bacharelato em Artes Gráficas em Urbino (Itália), vive em Portugal desde 1986. Em 1996 iniciou um protejo de ensino alternativo de desenho e pintura nas autarquias do Médio Tejo que, após 20 anos, ainda continua ativo. Neste projeto estão incluídas exposições coletivas e pessoais, eventos culturais, dias de pintura ao ar livre, body painting, pintura com vinho ou azeite, e outras colaborações com autarquias e instituições. Neste momento dirige quatro laboratórios: Abrantes, Entroncamento, Santarém e Torres Novas.

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1 COMENTÁRIO

  1. Porra. ALBERTO CARNEIRO foi apenas um dos maiores vultos da escultura Portuguesa.
    Tens toda a razão quando dizes que não conheces a Obra escultórica de Alberto Carneiro, mas dizeres que “era pouco conhecido” é demais… antes de se escrever um artigo deste teor deverias sim, fazer uma melhor pesquisa deste grande homem e obra.
    Chamar “entretainer artístico, decorador de museus e mestre de happening” a A.C. é abusador e mostra não só (realmente) a faltas de cultura artística, ainda para mais no seu próprio país que o adora e também que te deixa fazeres a arte que fazes…
    Compreendo agora o porquê de estares habituado a criticas. (deverão ser muitas)
    E, é mentira que a televisão só agora se lembre dele. Muitos artigos televisivos existem sobre Alberto e muito escritos também. Foi apenas UMA DAS MAIORES REFERÊNCIAS.
    Desculpa Massimo, mas esta eu não poderia deixar passar. Já agora… é apenas a minha opinião e com certeza a de milhares de Portugueses.
    Não se escreve algo só porque sim…
    Abraço

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