Águas do Ribatejo disponível para colaborar com Governo na proteção dos rios

A empresa intermunicipal Águas do Ribatejo disponibilizou-se esta semana para colaborar com o grupo de trabalho que está a ser criado pelo Ministério do Ambiente com o objetivo de proteger os rios, realçando a experiência que tem nesta área.

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Em comunicado, a empresa destaca o trabalho que desenvolveu em seis anos de funcionamento, com investimentos de 70 milhões de euros no tratamento de esgotos nos sete concelhos que a integram, evidenciada “na qualidade da água devolvida aos rios e afluentes” nas bacias do Tejo e do Almonda.

A construção de 30 estações de tratamento de águas residuais (ETAR) e a reabilitação integral de outras 16 e de dezenas de sistemas de saneamento existentes nos sete concelhos são “um valioso contributo para a melhoria da qualidade dos rios e linhas de água nas bacias do Tejo e do Almonda”, refere a nota.

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A empresa sublinha o “reconhecimento feito publicamente pelo Ministério do Ambiente”, evidenciado “na qualidade das descargas, com níveis de cumprimento superiores a 99%, à saída das estações de tratamento e cujos resultados são divulgados pela Entidade Reguladora (ERSAR)”.

Em seis anos de funcionamento, a Águas do Ribatejo construiu 50 quilómetros de emissários, mais de 250 quilómetros de redes de saneamento e 47 estações elevatórias nos concelhos de Almeirim, Alpiarça, Benavente, Chamusca, Coruche, Salvaterra de Magos e Torres Novas.

“Em Coruche, não tínhamos nenhuma ETAR em 2009. Hoje temos 10 estações a funcionar em pleno para tratar esgoto doméstico e industrial, desde que devidamente analisado e com autorização dos nossos técnicos. Foi uma evolução muito significativa a favor do ambiente. O rio Sorraia é o melhor espelho desta nova realidade”, afirmou o presidente da empresa e da Câmara Municipal de Coruche, citado no comunicado.

Francisco Oliveira realçou a importância deste investimento para a aposta feita pelo município de aproximação das populações ao rio, onde se realizam “com regularidade atividades desportivas e de lazer que movimentam centenas de praticantes”.

É esta experiência que o autarca afirma poder ser disponibilizada para o grupo de trabalho que visa travar “os níveis de poluição causados pelo deficiente tratamento de algumas indústrias e sistemas públicos”.

O responsável apontou ainda o exemplo recente do concelho de Torres Novas, onde a entrada em funcionamento das novas ETAR de Torres Novas e de Riachos e a melhoria da fiscalização por parte das autoridades junto dos sistemas de tratamento nas indústrias já se traduzem numa “melhoria da qualidade da água no rio Almonda e seus afluentes”.

A empresa sublinha o modelo de gestão adotado, “único no país”, uma vez que tem exclusivamente capitais públicos (dos sete municípios que a integram) e assegura a gestão integrada do ciclo urbano da água: captação, tratamento, armazenamento e distribuição para consumo humano e recolha, tratamento e rejeição de águas residuais tratadas.

“Com um plano de investimentos de 130 milhões de euros, para concretizar até 2017, nos sistemas de abastecimento e tratamento de águas residuais, o projeto da Águas do Ribatejo tem um período de vida estimado de 40 anos e prevê investimentos de 437 milhões de euros até 2049”, indica a nota.

A empresa adianta que a maioria dos investimentos tem apoio de fundos comunitários, nomeadamente do Fundo de Coesão, tendo sido possível concretizar em seis anos, através das várias candidaturas do Plano Operacional para a Valorização do Território, mais de 100 milhões de euros.

Atualmente a empresa aguarda a aprovação das candidaturas feitas no âmbito do PO SEUR – Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos/Portugal2020.

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Agência Lusa
Agência de Notícias de Portugal

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