Águas do Ribatejo beneficiou de 17ME de fundos comunitários em 2014

A empresa intermunicipal Águas do Ribatejo beneficiou de 17,1 milhões de euros de fundos comunitários em 2014, tendo sido a oitava instituição no ‘ranking’ dos 10 maiores beneficiários de fundos públicos nesse ano no país.

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Em comunicado, a empresa cita dados do Relatório Anual da Inspeção Geral de Finanças que dão conta do volume de financiamento obtido pelas nove candidaturas da Águas do Ribatejo (AR) aprovadas no Plano Operacional de Valorização do Território, com um valor de obras superior a 20 milhões de euros.

“Conseguimos uma excelente execução de fundos comunitários, se tivermos em conta o período complicado que vivemos e o preço do dinheiro. Para além dos fundos comunitários foi necessário ir à banca e aplicar as nossas receitas na componente de financiamento que nos coube e que foi significativa. Alguns não acreditavam, mas conseguimos”, afirmou o presidente da Águas do Ribatejo e da Câmara Municipal de Coruche, Francisco Oliveira.

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A empresa, de capitais inteiramente públicos (dos sete municípios que a integram), recorda que em 2014 obteve ainda um bónus fiscal, por mérito na aplicação dos fundos comunitários no ano de 2013, que foi usado para o alargamento do tarifário social e para famílias numerosas, “de modo a contemplar mais clientes e famílias com redução do valor da fatura”.

A empresa sublinha que em 2016 não vai atualizar os tarifários da água e saneamento, como recomendou a entidade reguladora, “uma vez que os sete presidentes dos municípios de Almeirim, Alpiarça, Benavente, Chamusca, Coruche, Salvaterra de Magos e Torres Novas consideraram ser possível manter os preços praticados, mesmo com uma acentuada quebra de receita devido à redução do número de clientes e redução dos consumos de água”.

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A nota adianta que em seis anos de atividade a Águas do Ribatejo concretizou mais de 100 milhões de euros de investimento no abastecimento de água e saneamento, tendo sido possível com o apoio dos fundos comunitários construir 46 Estações de Tratamento de Águas Residuais, 47 estações elevatórias, 50 quilómetros de emissários e 250 quilómetros de rede de saneamento.

“Com estes investimentos está assegurado o tratamento das águas residuais domésticas e de algumas industriais, mediante estudo prévio dos efluentes, com níveis de qualidade na descarga a rondar os 100% nos sete municípios”, afirma.

No abastecimento de água, há 44 novas captações, 67 reservatórios, 31 estações elevatórias e 18 estações de tratamento de água, tendo sido construídos 300 quilómetros de rede de abastecimento e instalados mais de 1.100 contadores em jardins e espaços públicos das instituições do Estado e autarquias locais.

Segundo a empresa, foram ainda substituídos mais de 40.000 contadores que estavam no seu final de vida útil por aparelhos mais sofisticados que permitem detetar e resolver com maior celeridade situações de rotura ou anomalia na rede.

A AR conseguiu reduzir as perdas de água de 52% para 34%, sendo objetivo atingir 20% em 2020, acrescenta.

“Com as obras realizadas desde 2009, foi reforçada a capacidade de reserva para dois dias e melhorada a qualidade da água com um nível de cumprimento superior a 99,5% nas 10.000 análises realizadas para monitorizar a qualidade da água”, afirma ainda o comunicado.

O modelo de gestão da Águas do Ribatejo vai ser tema de discussão no Encontro Nacional da Água, que reunirá centenas de especialistas no Porto, de 01 a 04 de dezembro, dadas as suas especificidades, acrescenta.

 

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