Quarta-feira, Fevereiro 24, 2021
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Águas do Ribatejo avança com ação judicial devido a agressão a trabalhador

A administração da Águas do Ribatejo vai avançar com uma ação judicial contra o autor de uma agressão a um dos seus trabalhadores, estando igualmente em análise situações de “difamação” de que a empresa considera ter sido alvo.

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A Águas do Ribatejo (AR) reagiu, em comunicado, contra a “agressão bárbara por parte de um cliente” contra um seu trabalhador, quando este “tentava fazer uma verificação em resultado de uma reclamação”, no passado dia 26 de novembro.

“Essa agressão, tal como todo e qualquer ato de violência, física ou verbal, merece o nosso veemente repúdio e condenação, pelo que será objeto do adequado tratamento, em sede própria, e será levado até às últimas consequências”, afirma a empresa.

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Fonte da AR disse à Lusa que a empresa entregou a um gabinete jurídico este processo, bem como a análise de diversas publicações que considera “difamatórias”.

“Ao longo das últimas semanas, a AR tem sido alvo de sucessivos ataques, críticas mais ou menos diretas (a maior parte muito pouco construtivas) e notícias difamatórias (quer sobre a empresa, quer sobre trabalhadores da mesma) ou ‘posts’ nas redes sociais que, muitas vezes, não correspondem à verdade”, afirma a nota.

Em causa estão alegados “abusos” da empresa e as “faturas elevadíssimas”, afirma, sublinhando a postura de abertura na procura de soluções, nomeadamente de aceitação de pagamento faseado, sempre que se verificam valores elevados.

Admitindo que possam existir erros, que sublinha ter estado sempre disponível para corrigir, a AR salienta que pratica das tarifas de água e saneamento “mais baixas da região” e “claramente abaixo da média nacional”.

“Nas situações em que existem consumos muito elevados, isso traduz-se, naturalmente, em faturas de valor elevado. Os (muito poucos) erros que existem, são sempre corrigidos. Mas deve ser salientado que, na esmagadora maioria dos casos, as faturas traduzem o que foi consumido por parte dos clientes”, afirma.

Segundo a empresa, entre janeiro e outubro deste ano, registaram-se 116 erros de leitura, “uma média de 12 por mês num universo de 324.814 leituras efetuadas”, com uma percentagem de erro de 0,04%.

“Sempre que a AR deteta um erro de leitura, seja por procedimentos internos de controlo ou por alerta por parte do cliente, esta procede à sua correção, através da emissão de uma nota de crédito”, que pode ser paga ou descontada na fatura seguinte.

Declarando “todo o apoio e solidariedade para com o trabalhador vítima da agressão e, na pessoa dele, a todos quantos trabalham diariamente na prestação dos serviços públicos essenciais de água e saneamento”, a empresa declara que se tratam de “pessoas honestas, que procuram dar o seu melhor e, por isso, merecem respeito e reconhecimento”.

Agência de Notícias de Portugal

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