“Água Viva, Tejo Vivo” – Cá por Causas, por Paulo Constantino

Foto: mediotejo.net

A água é um bem renovável, mas limitado!

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Apesar da quantidade de água doce existente permanecer quase inalterada, o aumento da utilização decorrente do crescimento demográfico e da melhoria do nível de vida, a que se associaram a expansão urbanística, a industrialização, a agricultura e a pecuária intensivas e a produção de energia elétrica, levaram ao aumento das pressões sobre os recursos hídricos ao nível da degradação da qualidade e da escassez de água.

A mobilidade da água doce dentro do ciclo hidrológico faz com que esta se distribua irregularmente no espaço e no tempo, ou seja, nem sempre existe a mesma quantidade de água disponível no mesmo lugar.

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Em Portugal este facto é agravado, uma vez que é um país onde ocorrem importantes desigualdades na disponibilidade de água. Ainda que, em geral, se possa considerar um país seco, existe um Portugal húmido que consome menos água que a que dispõe, enquanto existe um outro seco que tem um défice ou falta de água.

Esta desigualdade na distribuição da água pode resultar em conflitos internacionais pelo domínio das reservas de água potável sendo cada vez mais relevante a existência de acordos de cooperação internacional em bacias hidrográficas partilhadas.

Esta incerteza quanto à disponibilidade de água e os conflitos associados têm impactos sobre o crescimento económico uma vez que este recurso natural está presente em múltiplas atividades e, como tal, é utilizado para finalidades muito diversificadas, em que assumem maior importância o abastecimento doméstico e público, os usos agrícolas e industriais e a produção de energia elétrica.

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Acresce que a disponibilidade de água não pode ser aferida apenas em termos de necessidades humanas, visto que é uma necessidade vital para todos os seres vivos e ecossistemas que os sustentam, e também para o ser humano, através dos serviços prestados pelos ecossistemas.

Tendo em conta a crescente severidade das alterações climáticas e secas periódicas que ocorrem na região Mediterrânica, com o consequente aumento da escassez de água, conclui-se que a necessidade de satisfazer esta exigência ecológica implica uma gestão eficaz dos usos para utilização humana e coloca um dilema futuro –a necessidade humana por água apropria-se de recursos hídricos fundamentais para satisfazer a necessidade ecológica? E caso se aproprie, quais serão os custos a longo prazo?

As crescentes necessidades de água, a limitação dos recursos hídricos e os conflitos entre usos exigem que o planeamento e a gestão da utilização e do domínio da água se façam em termos racionais e otimizados, tornando-se imprescindível a consciencialização para os problemas da água, de políticos, técnicos e da população em geral.

O proTEJO – Movimento pelo Tejo, o Município de Abrantes e a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo convidam-vos a participarem, na tarde do dia 27 de outubro de 2018, no Parque Tejo de Abrantes, no evento “TEJO VIVO – SEMINÁRIO PARA A RECUPERAÇÃO DO RIO TEJO E SEUS AFLUENTES” no qual se pretende equacionar a problemática da disponibilidade e escassez de água na bacia hidrográfica do Tejo num contexto de cooperação internacional no âmbito da Convenção Luso-Espanhola de Albufeira e de indispensável satisfação das necessidades humanas e ecológicas por água numa área geográfica sujeita a alterações climáticas e a secas periódicas cada vez mais severas.

O Tejo merece a vossa participação!!!

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