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Sábado, Setembro 18, 2021

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“Aeroporto Humberto Delgado”, por Hugo Costa

Ontem, o Aeroporto de Lisboa passou a chamar-se Aeroporto Humberto Delgado. Uma homenagem justa (atribuída por António Costa quando ainda era Presidente da Câmara Municipal de Lisboa), ao homem natural do concelho de Torres Novas e que um dia desafiou o regime salazarista nas eleições presidenciais de 1968 com a frase “obviamente demito-o”. A sua ligação à região do Médio Tejo deve ser sublinhada e acarinhada por todos nós.

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A História do General Sem Medo é curiosa e deve merecer uma futura análise. Um homem do regime, que com a sua passagem pelos E.U.A. passaria a ser um democrata e uma figura lendária do combate ao salazarismo em Portugal.

E porquê o nome do aeroporto ser dado a uma figura política? A TAP – Transportes Aéreos Portugueses foi fundada no ano de 1945, por Ordem de Serviço de Humberto Delgado, então diretor do Secretariado da Aeronáutica Civil. Numa altura em que o Governo impediu a privatização maioritária da TAP feita por um governo de gestão é importante sublinhar a História da companhia e como perderíamos todos nós com a sua destruição. Uma “companhia de bandeira” é bem mais que que o seu valor comercial, é o seu valor simbólico e de embaixada permanente do país.

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Curiosamente, o aeroporto é hoje totalmente privado. O último Governo vitima de uma febre ideológica privatizou a infraestrutura, limitando a capacidade de atuação na política aeroportuária, agravando situações complexas, como a que se vive na captação de novas rotas ou na assistência em escala.

Devemos aprender com a História e compreender que o setor da aviação é demasiado importante para o deixarmos às ondas do momento e com uma regulação da ANAC – Autoridade Nacional da Aviação Civil que é mais conhecida pelos seus salários e polémicas, do que pelas ações tomadas neste setor estratégico para a economia do país.

 

Deputado na Assembleia da República e membro das Comissões de Economia, Inovação e Obras Públicas e Habitação, é também membro da Comissão de Orçamento e Finanças. Diz adorar o Ribatejo e o nosso país. Defende uma política de proximidade junto dos cidadãos. Tem 36 anos, é de Tomar e licenciou-se em Economia pelo ISEG. É membro da Assembleia Municipal de Tomar e da Assembleia da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo. Tem como temas de interesse a economia, a energia, os transportes, o ambiente e os fundos comunitários.

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