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Domingo, Setembro 19, 2021

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ADIRN movimentou 36 milhões de euros de investimentos nos últimos 25 anos (c/fotos)

Os números são reveladores: 480 projectos apoiados, 36 milhões de investimento (21 milhões de financiamento público), centenas de pessoas formadas, 500 postos de trabalho criados. Estes são os números da Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Norte (ADIRN), com sede em Tomar, que assinalou na quinta-feira, 1 de setembro, os seus 25 anos de existência com um jantar comemorativo no espaço multiusos do Mercado do Peixe, em Torres Novas. Um evento que contou com cerca de 50 convidados, entre muitos autarcas e parceiros desta associação que abrange os concelhos de Alcanena, Ferreira do Zêzere, Ourém, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha e agora também do Entroncamento.

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Os projectos apoiados nos últimos 25 anos incidiram no  apoio ao investimento em empresas de restauração, alojamento em espaço rural, património rural, serviço social, lares, centros de dia, centros de recuperação, jardins-de-infância e outras atividades económicas. Também a promoção dos produtos locais é um compromisso assumido desde o início, não esquecendo a animação turística e a realização de eventos, tais como a Festa Templária em Tomar. Os primeiros projectos que a ADIRN aprovou, no primeiro quadro de apoio, foram a Quinta da Rainha, em Torres Novas, o Centro Equestre de Fátima, a Casa do Adro (um café na Serra) e a loja da Ginginha, no Castelo de Ourém.

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Sessão comemorativa decorreu no Museu do Peixe em Torres Novas Foto: mediotejo.net

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Pedro Ferreira, autarca de Torres Novas, é o presidente do Conselho de Administração da ADIRN há 13 anos. Recorda que surgiu na ADIRN por mero acaso, através da Câmara de Torres Novas, sendo o representante camarário nesta associação desde o tempo em que era vice-presidente. “Dá-me imenso prazer trabalhar com a ADIRN porque passa quase despercebido o papel que instituições como a ADIRN fazem. E muito têm feito pelo interior do país, que afinal fazem a micro-economia que nos dá mais qualidade de vida, destaca.

“No meio das dificuldades, que são muitas, a ADIRN tem uma força muito interessante e que não pode ser desvalorizada: os funcionários sem terem um conselho de administração a trabalhar com eles no dia a dia, têm feito – ao longo dos 25 anos – um bom trabalho, que passa quase despercebido no meio de milhões de euros de fundos comunitários”, sublinhou o autarca.

Nesta sessão, para além de se cantarem os parabéns, foram ainda distinguidos os atuais e ex-directores da associação e assinado um protocolo com a Caixa de Crédito Agrícola do Ribatejo Norte.

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Pedro Ferreira, presidente do Conselho de Administração da ADIRN elogiou a equipa técnica Foto:mediotejo.net

Jorge Rodrigues, coordenador da ADIRN desde a primeira hora, recorda ao mediotejo.net que a associação começou com 20 associados e parte da comissão de acompanhamento do PEDAR – Programa de Desenvolvimento Agrário e Regional, liderado por Elizete Jardim.

“Hoje tem 34 associados, quase o dobro, e tem uma dinâmica completamente diferente”, refere, tendo lembrado que a ADIRN surgiu para implementar uma iniciativa comunitária LEADER I, que surgiu pela primeira vez nesse ano, na altura com dotações financeiras.

“Hoje, já movimentamos na ADIRN dez milhões de euros de fundos comunitários. Temos uma capacidade de intervenção muito maior, um reconhecimento da região e da sua importância”, notou.

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Jorge Rodrigues é o coordenador da ADIRN desde a primeira hora foto:mediotejo.net

Para o gestor, o desenvolvimento local, estratégia que surgiu há 20 anos,  representa uma forma diferente de trabalhar: “trabalhar em rede e ter uma equipa técnica a pensar o território foi, à data, uma questão nova. Passado 25 anos, esta é uma realidade”, refere, dando como exemplo, a rede de turismo em espaço rural, a animação turística, a valorização dos produtos locais e a formação profissional mais específica, toda cimentanda e dinamizada pela ADIRN e pelos seus parceiros.

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No momento em que se cantaram os parabéns Foto:mediotejo.net

Hoje, a ADIRN é uma associação “estável, que continua a afirmar o seu território” articulada por imperativos dos programas com a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, com a CCDR do Centro e instituições locais.

“Somos mais um elo na engrenagem de apoio ao desenvolvimento local”, frisou Jorge Rodrigues, acrescentando que, em termos de programa LEADER a burocracia aumentou.

“Antes, bastava apresentar uma ideia e conseguíamos o fundo comunitário,sem que faltasse rigor. Hoje em dia é tudo demasiado burocratizado, o que quebra também um pouco a capacidade de inovação”, notou. Jorge Rodrigues agradeceu ainda à equipa técnica da ADIRN e aos vários conselhos de administração que passaram pela associação e que ajudaram à missão da ADIRN: valorizar o território do Ribatejo Norte.

Aos 12 anos já queria ser jornalista e todo o seu percurso académico foi percorrido com esse objetivo no horizonte. Licenciada em Jornalismo, exerce desde 2005, sempre no jornalismo de proximidade. Mãe de uma menina, assume que tem nas viagens a sua grande paixão. Gosta de aventura e de superar um bom desafio. Em maio de 2018, lançou o seu primeiro livro de ficção intitulado "Singularidades de uma mulher de 40", que marca a sua estreia na escrita literária, sob a chancela da Origami Livros.

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