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Quinta-feira, Julho 29, 2021

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Trincanela

ACES Médio Tejo junta centenas de utentes no Dia Mundial da Diabetes

O Agrupamento de Centros de Saúde do Médio Tejo (ACES Médio Tejo) e a Unidade Coordenadora Funcional da Diabetes do Médio Tejo assinalaram o Dia Mundial da Diabetes, esta sexta-feira, dia 13, com atividades lúdico-pedagógicas no Palácio dos Desportos, em Torres Novas. A iniciativa reuniu mais de duzentos utentes, equipas técnicas das unidades funcionais, elementos do ACES Médio Tejo e do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) e a Vereadora da Cultura, Elvira Sequeira.

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O “Caminho da Diabetes” tinha início na entrada do Palácio dos Desportos, onde era entregue a caderneta com o mesmo nome para carimbar nas atividades organizadas pelas unidades funcionais do ACES Médio Tejo e do CHMT. A partir daí seguiam-se as pegadas no chão, indicativas do trajeto, e conhecia-se melhor uma doença que atinge cerca de 285 milhões de pessoas em todo o mundo.

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Carlos Andrade Costa, presidente do Conselho de Administração do CHMT, recebeu uma caderneta

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Receitas culinárias, filmes educativos, aulas de Qui Gong e tratamentos aos pés incluíam as ações integradas nos três níveis de prevenção da Diabetes, da primária à terciária. A prevenção primária visa controlar os fatores de risco ou causas associadas, a secundária envolve a deteção precoce dos problemas de saúde e a terciária tem como objetivo travar a progressão da doença e evitar ou diminuir as suas consequências.

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Os problemas nos pés são comuns nos diabéticos

Rui Duarte participou na aula de Qui Gong. O estudante da Escola Profissional de Torres Novas tem 16 anos e aprendeu que uma alimentação saudável e a prática de exercício físico “duas vezes por semana” são fundamentais para prevenir o aparecimento da doença, mas assume que nem sempre tem cuidado. Ter-se-á cruzado num dos corredores com Maria Elisa Leiria, de 84 anos. A idosa veio de Areias, concelho de Ferreira de Zêzere, com outros utentes do lar onde está internada há nove anos. É diabética, conseguiu baixar os valores altos com um tratamento de insulina e, atualmente, basta-lhe “cortar no açúcar”.

O interesse pela iniciativa é diferente para Mariana, Mónica e Maria, estudantes do 12º ano na Escola Artur Gonçalves, em Torres Novas, que estão a desenvolver um projeto na disciplina de Biologia sobre a prevenção da Diabetes. Segundo a professora, Maria do Rosário Caldeirão, o trabalho tem como linha orientadora “o contributo para melhorar a qualidade de vida dos colegas, ou seja, diabéticos em idade escolar”. As alunas aproveitaram para esclarecer dúvidas junto dos profissionais de saúde presentes e não descartam a hipótese de seguir áreas de investigação ligadas à doença porque têm consciência de que “há cada vez mais pessoas com diabetes” e “querem ajudar de alguma forma”.

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Duas gerações que se encontraram no Palácio dos Desportos

Sofia Theriaga, Diretora Executiva do ACES Médio Tejo considera “assustador” o aumento de casos que a Diabetes tem registado nos últimos tempos, surgindo cada vez mais cedo, e salienta a importância de se apostar na prevenção. Maria dos Anjos Esperança, Autoridade de Saúde da Unidade de Saúde Pública, partilha a preocupação e revela que “hoje em dia, 12,7% da nossa população tem diabetes, embora diagnosticados e assinalados como tal estejam apenas 7%. Aparecem 150 casos novos por dia”.

Na sua opinião, os hábitos saudáveis criam-se a partir da infância e, apesar da Diabetes ser uma doença sem cura, não a considera limitativa “desde que as pessoas façam exercício físico, uma dieta normal e natural, o tratamento que o seu médico mandou, quer seja de insulina, quer seja os antidiabéticos orais, e a determinação da glicémia todos os dias”.

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Uma alimentação saudável é fundamental

Apesar do Dia Mundial da Diabetes ser celebrado a 14 de novembro, as entidades organizadoras optaram pela sua celebração no dia anterior para possibilitarem a participação dos idosos e das escolas da região na iniciativa.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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