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Segunda-feira, Julho 26, 2021

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Centenário | Marcelo destaca Abrantes como cidade-exemplo do poder local democrático

Às portas de assinalar 100 dias enquanto magistrado maior da Nação, este foi o primeiro convite que Marcelo Rebelo de Sousa aceitou para estar presente, na qualidade de Presidente da República Portuguesa, numa cerimónia de aniversário de um município. “Isto deveu-se à persistência da presidente da Câmara de Abrantes e também ao meu ajudante de campo e ao Chefe da Casa Militar, que são ambos abrantinos e eu não sabia”, disse Marcelo Rebelo de Sousa, tendo referido, com o seu peculiar humor, ter percebido na Gala de homenagem o porquê da importância que os seus adjuntos davam a Abrantes, arrancando gargalhadas gerais. Foi no dia 14 de junho, dia da Cidade de Abrantes

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Num tom mais sério, o Presidente da Republica destacou os 100 anos de Abrantes e os 40 anos do poder local democrático, tendo lembrado os seus tempos de autarca, nos finais dos anos 70, e anos 80, e destacado a singularidade de Abrantes, há 100 anos, ter sido elevada à condição de cidade, quando poucas localidades o foram, e facto que atribuiu à experiência, envolvência e participação cívica dos abrantinos de então.

Marcelo referiu o exemplo da abrantina Maria Lurdes Pintasilgo como o “retrato de uma Abrantes independente, devota às causas humanistas, patriota mas universalista, uma força da natureza, como Abrantes o é”.

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“Isso explica o passado de Abrantes, mas também o seu presente e o seu futuro,quando homenageia aqui a Matilde” disse Marcelo, pouco depois de ter pegado ao colo da primeira bebé nascida na maternidade de Abrantes em 2016.

“Eu venho agradecer não apenas um século de cidade mas toda esta pujança que daqui emana para o país”, destacou o Presidente da República de Portugal. No final da sessão de homenagem às 100 figuras, nomes e entidades do concelho, Marcelo não regateou autógrafos, selfies e convívio com o povo que o aguardava nas imediações do cineteatro São Pedro. Um Presidente todo o terreno, que marcou pela sua simpatia os 100 anos da cidade de Abrantes.

Em representação de todos os 100 homenageados, o tramagalense Bruno Neto referiu ser importante “não nos esquecermos das nossas raízes: que nunca esqueçamos de onde vimos, que nunca esqueçamos o que somos, o que trabalharam os nossos avós e pais e que os nossos filhos e filhas estão cá para lutar e expandir a ideia que não somos só cidades, instituições, pessoas, somos o sonho e somos o coração de querer ser mais”.

A presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Maria do Céu Albuquerque, destacou o “privilégio” de estar na condição de representante dos municípes abrantinos e disse que, hoje, “impõe-se a “promoção da competitividade e da coesão local. A promoção territorial, a captação de investimentos, a redução de custos de contexto, o desenvolvimento social integrado”, onde o objetivo é “colocar o cidadão no centro do sistema (…) na construção da sua cidade e na sua governação”.

A autarca, que também preside à Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, lembrou o exemplo que Abrantes deu ao longo de 100 anos de cidade e também ao longo dos 40 anos do Portugal democrático, tendo referido que o futuro de Abrantes passa pelo combate às assimetrias regionais, enquanto cidade motor de desenvolvimento e afirmação no contexto da região onde se integra.

A autarca abrantina destacou ainda os desafios que o concelho tem pela frente: “o princípio da subsidiariedade, o desenvolvimento sustentável e o aprofundamento da democracia pelo reforço da cidadania”.

Foto: Fernando Baio/CM Abrantes

*Republicada no âmbito de alguns trabalhos a que voltamos a dar destaque e que foram publicados no jornal mediotejo.net entre dezembro de 2015 e dezembro de 2016

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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