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Segunda-feira, Janeiro 24, 2022
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Abrantes | Zé da Graça, 50 anos de padre numa cidade “castrada religiosamente” (C/VIDEO)

Figura incontornável na sociedade abrantina nas últimas três décadas, o padre José da Graça deu uma entrevista ao mediotejo.net no ano em que assinala 50 anos de sacerdócio e a cidade de Abrantes se tornou centenária. A história de um e de outro anda de mãos dadas há 32 anos, desde que este padre alentejano chegou  à cidade. Polémico, controverso, assumindo-se como um homem de convicções, José da Graça, que assinalará 75 anos de vida a 1 de janeiro de 2018, fala de si e dos seus pares, da evolução da sociedade abrantina, em que contabiliza inúmeras obras sociais,  e afirma que hoje se sente um “padre revoltado”. A falta de uma aprovação clara do Bispo para a construção de uma igreja na Encosta da Barata é algo que não perdoa. “Sem a igreja na Encosta da Barata, Abrantes fica castrada religiosamente”.

Cónego José da Graça assinala dia 9 de julho 50 anos de sacerdócio. Foto: mediotejo.net
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José da Graça nasceu no dia de 1 de janeiro de 1943, em Santana – Nisa. Filho de Francisco da Graça Balbino e de Ana Teresa Diogo, que lhe deram mais três irmãos. Os seus estudos decorreram entre 1955 e 1967 nos Seminários do Gavião, de Alcains e de Portalegre, com a ordenação sacerdotal a ocorrer no dia 9 de julho de 1967, na Sé de Portalegre. Para assinalar os 50 anos de anos de sacerdócio, o Conselho Pastoral de Abrantes decidiu promover uma iniciativa comemorativa no dia 9 de julho. Não foi ideia com que simpatizasse de início. Depois de impor algumas ‘regras’, anuiu, sendo o momento comemorativo aberto a toda a comunidade.

O mediotejo.net deixa algumas obras efetuadas neste período na igreja pelo padre José da Graça: Restauração e ampliação de estruturas na Igreja de S. Facundo (Remodelação da Igreja), restauração da Igreja de Vale das Mós, construção de uma Igreja em Esteveira, construção de uma Residência Paroquial em Vale das Mós, construção da Comunidade Terapêutica em Sentieiras, e o projeto para construção da Igreja da Encosta da Barata, cuja muito provável não construção o apoquenta em termos de futuro religioso em Abrantes.

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As marcas do seu serviço social passam pela construção de Jardim-de-infância de Vale das Mós e Centro de Dia em Vale das Mós, construção da Creche e Jardim-de-infância em Abrantes, criação do Serviço de Apoio Domiciliário a Idosos em Abrantes, Programa de Recuperação de Toxicodependentes “Projecto Homem”, criação do Centro de Dia, que apoia os toxicodependentes, Comunidade Terapêutica “João Guilherme” que dá continuidade ao programa “Projecto Homem”, criação dos Apartamentos de Reinserção Social, em Abrantes, Castelo Branco e Ponte de Sor, que conclui o programa “Projecto Homem”, fundador e presidente do Banco Alimentar Contra a Fome de Abrantes, criação do Centro de Acolhimento para Crianças em Situação de Risco, presidente da Direcção do Centro Social Diocesano de Santo António de Portalegre, vogal da Assembleia-geral do Centro Social de Alferrarede, membro do Conselho de Administração da Fundação Ernesto Estrada, fundador da Associação Cultural e de Desenvolvimento Nova Aliança, que abrange a Livraria “Santa Maria” e o jornal “Nova Aliança”, director Adjunto e Administrador do jornal “Nova Aliança”, fundador do Centro de Convívio “Recordar é Viver” que dá resposta a pessoas idosas que combatem a solidão, criador de um Centro de Enfermagem, em Abrantes, composto por voluntários que dão apoio aos idosos mais carenciados e que necessitem de cuidados de saúde, construção do Lar para Idosos em Abrantes – Domus Pacis, restauro e remodelação da Casa Dª Maria Amélia, construção do Centro Social Interparoquial de Abrantes, na Rua Cidadde de Parthenay, nº 414 – Creche, e Jardim de Infância e Serviço de Apoio Domiciliário.

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Hoje em dia tem em mãos o projeto de construção de uma Unidade de Cuidados Continuados com 20 camas para pessoas com Alzheimer e Parkinson. Prestes a completar 75 anos, José da Graça pretende “abrandar” o ritmo do dia a dia mas assegura que não se vai reformar. “Ainda agora fiz exames e o médico diz que eu estou são que nem um pero. É de continuar”.

Em 50 anos, José da Graça serviu as paróquias de Ponte de Sor, Sertã, São Facundo, Santa Margarida da Coutada, S. João (actualmente), S. Vicente (atualmente), Alferrarede, Rio de Moinhos, Martinchel e Aldeia do Mato.

*Peça publicada originalmente a 27 de junho de 2017

** Republicada a 8 de julho de 2017

 

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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