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Segunda-feira, Janeiro 24, 2022
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Abrantes | Vítor Cabaço é o novo presidente da Casa do Povo de São Miguel do Rio Torto

Vitor Cabaço é o novo presidente da direção da Casa do Povo de São Miguel do Rio Torto (Abrantes), instituição fundada em janeiro de 1934, tendo os novos corpos sociais assumido um mandato válido para o próximo triénio (2022-2024).

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Em declarações ao mediotejo.net, Vítor Hugo Nascimento Cabaço, 26 anos, rende no cargo Raquel Alves, que liderou a coletividade desde 2018, assumiu ter aceitado o desafio pelo gosto pelo associativismo, pelo amor à suas tradições, e pela paixão à terra que o viu nascer.

“Sou natural de São Miguel do Rio Torto, com várias paixões, entre elas as duas principais: o folclore e a cozinha. Profissionalmente sou operador de supermercado, e desde os meus oito anos, faço parte do Rancho Folclórico da Casa do Povo de São Miguel do Rio Torto. Foi aí que começou a despertar este gostinho especial pelo associativismo. Por volta dos meus 15 anos um tio meu foi eleito presidente da Casa do Povo e desde então estou ainda mais ligado ao associativismo na medida em que tenho colaborado com a instituição da qual hoje sou presidente em variadíssimas atividades ao longo destes últimos anos”, afirmou o jovem dirigente, que vai agora conciliar a gestão da coletividade com a sua profissão.

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“O que me moveu a assumir este cargo foi a importância que a Casa do Povo tem enquanto coletividade para com a população de São Miguel, e não só, mas também para mim pessoalmente. A Casa do Povo é uma associação com 87 anos de história que muito tem contribuído para o desenvolvimento das gentes da nossa terra. Em tempos chegámos a ter balcão de Segurança Social nas nossas instalações, assim como o centro de saúde que também funcionou durante muitos anos na Casa do Povo. Fomos o primeiro mediador de Jogos da Santa Casa na nossa aldeia, e ainda hoje contamos com essa valência. Foi também a Casa do Povo que conseguiu juntos das entidades competentes instalar um multibanco que tanta falta fazia na nossa terra e que serve a população de São Miguel e Bicas, já para não falar nas inúmeras atividades culturais e recreativas que esta associação promove em prol da população.  Por tudo isto achei que seria altura de dar um pouco mais de mim a esta casa e por isso decidi formar uma equipa e pôr mãos à obra”, disse Vítor Cabaço.

O novo presidente da Casa do Povo deu ainda conta que a ideia de assumir a gestão da coletividade “surgiu do facto de alguns sócios, elementos da antiga direção, e mesmo alguns amigos meus, terem insistido comigo que eu seria a pessoa certa para assumir este cargo. No início dizia que não, mas aos poucos e com as insistências fui-me convencendo que talvez fosse altura de arriscar”.

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As eleições para o triénio 2022/2024 realizaram-se no dia 31 de outubro, e, “por concordância de ambas as partes”, (atual e anterior direção) foi decidido que tomaríamos posse enquanto direção da Casa do Povo ainda em 2021, embora o triénio tivesse início em 2022. E assim, duas semanas após as eleições, a 14 de novembro, foi a tomada de posse”, disse o dirigente.

Questionado sobre alguns projetos ou atividades que tenha em mente, Vítor Cabaço referiu algumas das necessidades imediatas e apontou a um “projeto principal”, como medida a realizar a longo prazo: “até ao final do mandato conseguir restaurar o salão José Alves. É um projeto com caráter de alguma urgência que já transitou da direção anterior mas que, por causa da situação pandémica, não foi possível realizar. Depois temos alguns projetos imediatos que pretendemos resolver a curto prazo, umas pequenas manutenções do edifício, a abertura da entrada para o polidesportivo para qualquer pessoa conseguir aceder quando pretender, e a colocação de uma cobertura na esplanada do bar”, exemplificou, dando conta de alguns projetos de apoio à população.

“Temos também algumas ideias a implementar no que diz respeito à prestação de serviços à população. Pretendemos voltar a ter consultas privadas de clínica geral uma vez que temos ótimas condições para o efeito. Contudo, estamos abertos a ouvir os sócios e a população em geral, se alguém tiver alguma ideia de um projeto um serviço importante para a população estamos cá para ouvir opiniões e sugestões”, afirmou.

Vitor Cabaço é o novo presidente da direção da Casa do Povo de São Miguel do Rio Torto (Abrantes), instituição fundada em janeiro de 1934, Foto: DR

Quanto às necessidades imediatas da Casa do povo, Vítor Cabaço disse que as mesmas “passam por dois pontos principais: o primeiro delinear uma estratégia para incentivar os atuais sócios a voltarem a pagar quotas e a terem um papel ativo na associação, e também a aquisição de novos sócios. Depois, o segundo ponto, cativar os sócios e a população em geral da nossa aldeia a envolver-se mais no associativismo, a colaborar, a aderir às atividades que planeamos realizar para dar vida a esta terra que por vezes sentimos que acabam por ser um pouco “desprezadas” pela população da nossa aldeia. Acho que o futuro destas associações está inteiramente nas mãos de todos nós, não só da direção mas da população em geral. Nós, enquanto associação, dependemos de todos para ter sucesso e espero poder contar com todos para obter esse sucesso”.

Como primeiras atividades, avançou, “temos já três planeadas, ainda um pouco a medo por causa da situação pandémica atual, mas está tudo planeado e, se não houver alterações até lá, no dia 4 de dezembro teremos uma venda de Takeaway com coscorões, frangos, grelhados, e migas, no período da manhã, e no mesmo dia 4, à noite, teremos música ao vivo no bar da Casa do Povo. Temos também já em cima da mesa um almoço de Natal para sócios que será no dia 12 de dezembro”, atividades previstas mas condicionadas pela pandemia.

Vítor Cabaço disse ainda que brevemente a nova equipa diretiva irá também trabalhar no plano de atividades para 2022, tendo feito notar que “há atividades que são fundamentais e não podem faltar”, tais como o Festival de Folclore, as Festas de Verão, Caminhadas, 25 de Abril e o São Martinho, o Dia Internacional da Mulher, o Dia Internacional do Homem e a Festa de Natal”.

Aos sócios e simpatizantes da casa do Povo, o novo presidente da Casa do Povo deixou uma mensagem de apoio e união: “Gostaria de dizer que esta é uma equipa empenhada em fazer o melhor pela associação e pela população, mas sem vocês nada disso é possível. Nós podemos matar-nos a trabalhar para organizar eventos, mas, se não tivermos o retorno da vossa parte todo esse esforço é em vão. Quero pedir a todos que ajudem a associação, saiam de casa frequentem a Casa do Povo, a única coletividade que resta na nossa aldeia, e não podemos perdê-la. Adiram em massa às atividades, tragam pessoas vossas conhecidas de outras terras, divulguem a nossa aldeia junto das outras pessoas e só assim, todos unidos e a remar para o mesmo lado, vamos conseguir voltar a tempos de outrora. Eu, enquanto presidente, e toda a minha equipa, estamos aqui para vos ouvir e contamos com os sócios e a população de São Miguel para poder fazer um ótimo trabalho durante os próximos três anos”, concluiu.

Orgãos Sociais da Casa do Povo de São Miguel do Rio Torto para o triénio 2022-2024. Foto: DR

CASA DO POVO DE SÃO MIGUEL DO RIO TORTO – ORGÃOS SOCIAIS PARA O TRIÉNIO 2022/2024

ASSEMBLEIA GERAL

Presidente – Carlos Manuel Fernandes Diogo

Secretario – Miguel José da Silva Ferreira

Vogal – António José Delgado Marques Morgado

DIREÇÃO

Presidente – Vítor Hugo Nascimento Cabaço

Vice Presidente – Arnaldo Catarino Orvalho

Tesoureiro – Humberto Manuel Rodrigues Emídio

Sectário – Paulo Fernando da Costa Apura

Primeiro Vogal – Catarina Isabel Alfaiate de Almeida Cabaço

Segundo Vogal – Tiago Manuel Sobral Rodrigues

Terceiro Vogal – Paula Cristina da Silva Santos Apura

CONSELHO FISCAL

Presidente – José Manuel da Silva Ferreira

Secretário – António Manuel Pires Martins

Vogal – Miguel Ângelo Nascimento Cabaço

VOGAIS

Liliana Isabel Ferreira Amaro

Daniel de Almeida Dias Cabaço

Ricardo Jorge Nascimento Cabaço

Maria Emília Pereira Ferreira Coelho da Silva

Margarida Helena Dias do Nascimento

Lucília Milagre Parrales Diogo Chambel

Maria de Fátima Rodrigues Rubina Orvalho

Maria Armanda Ferreira Lopes Martins

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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