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Quarta-feira, Outubro 20, 2021

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Abrantes | ‘Vidas Cruzadas’ assinalou 14 anos ao serviço da comunidade

Para assinalar os seus 14 anos ao serviço da comunidade, a Associação Vidas Cruzadas apresentou uma marca renovada e ainda uma renovação do site institucional, agora mais “clean e mais objetivo”, deu conta a presidente da direção, Vânia Grácio, acrescentando que “esta mudança andava já a ser pensada há algum tempo” num trabalho diário na comunidade que disse ser “desafiante” em época de pandemia.

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Ao longo de 14 anos de existência, assinalados no dia 2 de fevereiro, “evoluímos bastante e quisemos transmitir esse crescimento com a renovação da nossa imagem”. A ideia passa por “conseguir transmitir uma imagem visual mais objetiva. Também porque a maioria das pessoas já sabe que somos uma associação. A palavra Associação continua a fazer parte da nossa nomenclatura, estamos registados como Associação Vidas Cruzadas” mas por uma questão “estética” passa a adotar apenas o nome de Vidas Cruzadas.

“Quisemos também desta forma, aproximar-nos mais das pessoas, correspondendo à forma como nos identificam, não perdendo a identificação com o facto de sermos uma Associação e uma IPSS” explica.

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Segundo Vânia Grácio o novo logótipo transmite “mais força, mais pujança, maior proximidade às pessoas, mais maturidade, maior presença local, transmite as emoções do nosso trabalho, o nosso nome e a mensagem que queremos que passe quando olhamos para ele, sem quebrar totalmente a ligação ao anterior”.

A Vidas Cruzadas tem uma presença no território bastante vincada mas a presidente da direção reconhece um trabalho “desafiante” em época de pandemia.

“Temos de nos reinventar na forma de fazer a intervenção social. Estamos habituados a ter muito contacto direto com as pessoas, estar com elas, fazer visitas domiciliárias, contactos presenciais que agora estão mais limitados. Estamos confinados e por isso mais limitados ao atendimento por marcação, ao atendimento por telefone, possíveis contactos através de e-mail”, diz.

Loja Social itinerante da Associação Vidas Cruzadas. Créditos: AVC

Vânia refere que os profissionais da Vidas Cruzadas acabam “por estar um bocadinho mais distantes das pessoas, o que dificulta a nossa análise das situações. No entanto, não deixamos de fazer uma avaliação mais completa, sempre que se justifica deslocação ao domicilio das pessoas, se houver essa necessidade. Não deixamos de o fazer, estamos é a evitar fazê-lo em situações que normalmente o faríamos. Vamos só em situações mais preocupantes” explica.

Assim, as visitas ao domicílio permanecem designadamente “em casos de violência doméstica, ou quando as autoridades nos contactam, ou quando o tribunal nos pede uma avaliação mais informal, continuamos a fazer esses contactos. Com as crianças igualmente; os nossos serviços de apoio à infância continuam a trabalhar normalmente. Os atendimentos são feitos preferencialmente nas instalações da Vidas Cruzadas, que é um gabinete mais controlado, mas sempre que há necessidade vamos a casa das pessoas”.

Relativamente ao ensino à distância “começou esta semana, portanto ainda estamos numa fase de avaliação e de adaptação. Não tenho ainda muitos dados concretos. Estamos a avaliar algumas situações de crianças que eventualmente irão para a escola – está previsto que as crianças que possam estar numa situação mais frágil continuem a frequentar o estabelecimento de ensino. Estamos a acompanhar algumas dessas situações porque nos parece que será melhor para o seu bem estar. Portanto, o nosso trabalho não parou, adaptou-se à nova realidade e aos constrangimentos que surgem tendo em conta a pandemia”.

Neste cenário, os pedidos que chegam à associação “são essencialmente para pagar contas – a renda da casa, a prestação ao banco, a eletricidade, a água e outras despesas correntes – e também alimentos”, indica.

Apesar do confinamento a porta da Vidas Cruzadas “está entreaberta. Estamos cá, em serviço, com os trabalhadores com horários rotativos, mas funcionamos e atendemos por marcação prévia, no sentido de também conseguirmos organizar o espaço, desinfetar tudo, para que a próxima pessoa encontre o espaço em condições. Para nos salvaguardarmos e a quem vem”, refere Vânia Grácio, acrescentando que os pedidos de ajuda aumentaram com a pandemia.

Vânia Grácio, presidente da Associação Vidas Cruzadas. Créditos. mediotejo.net

A instituição existe legalmente constituída desde 2007, e nasceu de uma vontade de criar uma resposta inovadora no concelho, que respondesse às lacunas sentidas na área social.

Entre os serviços da associação contam-se o Centro de Apoio Familiar e Aconselhamento Parental; o Serviço de Atendimento e Acompanhamento Social; a Loja Social; e o Centro de Recursos de Ajudas Técnicas.

Pelo seu reconhecido trabalho solidário, de ajuda ao próximo, de ação social, a Associação Vidas Cruzadas já foi homenageada em diversas ocasiões, tendo merecido inclusivamente a atribuição da Medalha da Cidade, no ano do centenário da cidade de Abrantes.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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